Justiça

Acusado de tentar matar a companheira é condenado a 7 anos de prisão

Jurados não acataram as teses da defesa de desistência voluntária e absolvição; réu terá direito de recorrer em liberdade

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
22/06/22 às 15h00

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 7 anos de prisão, Charles Ramos, pela tentativa de feminicídio contra a companheira dele, crime ocorrido na madrugada de 24 de janeiro de 2016, na casa do casal, no residencial Porto Real.

Os jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público, que foi representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho durante o julgamento, que aconteceu nesta quarta-feira (22), no Fórum de Araçatuba.

A defesa, feita pelos advogados Bruno Barros Mendes e José Valter Tonchis, defendeu a tese de desistência voluntária e pediram a absolvição, o que foi recusado por maioria dos jurados.

Crime

Consta na denúncia que naquela madrugada, por motivo de ciúmes, o réu trancou a companheira dele no quarto e passou a agredi-la com socos na cabeça. Ele teria passado uma faca no corpo da vítima por várias vezes, afirmando que iria matá-la.

Após as ameaças Ramos abriu a porta do quarto e levou a companheira para o quintal, onde novamente sacou a faca e passou a atacá-la, desferindo golpes contra ela, que foi ferida nas costas.

A mulher tentou se defender utilizando uma enxada, gritou por socorro aos vizinhos e conseguiu pular o muro, enquanto o réu fugiu levando a faca. A vítima foi socorrida e levada ao pronto-socorro, onde recebeu atendimento médico.

Confessou

Ao prestar depoimento à polícia Ramos admitiu ter ficado nervoso e atacado a companheira. “Fiquei nervoso, perdi a cabeça e acabei pegando uma faca e do branco que me deu acabei deferindo golpes nela. Quando vi que ela estava sangrando, caí na real e me desesperei”. Ele alegou que fugiu por medo de ser preso.

A vítima confirmou em depoimento que o réu disse que a mataria e contou que ele a atacou com seis facadas. 

O julgamento foi presidido pelo juiz Danilo Brait, que determinou o regime semiaberto para o início do cumprimento da pena. O réu aguardava o julgamento em liberdade e poderá aguardar possível recurso da mesma forma. O Ministério Público não pretende recorrer da sentença. 

Foto: Ilustração
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