A Corregedoria-Geral do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) instaurou procedimento para apurar a atuação de um promotor de Justiça de Guararapes, que no início da semana recorreu de sentença que condenou um réu a 5 anos de prisão.
Ele havia pedido a absolvição do réu durante audiência de instrução e julgamento, sob argumento de que a prisão em flagrante feita pelos policiais militares foi ilegal. Entretanto, o pedido não foi acatado pela juíza que julgou a ação.
A informação de que a atuação do promotor de Justiça no caso será apurada foi confirmada pela assessoria de imprensa do MP-SP em e-mail enviado ao Hojemais Araçatuba nesta sexta-feira (18).
“Foi recebida notícia do fato e este está sendo apurado pela Corregedoria-Geral do MPSP”, informa a nota, sem dar detalhes da apuração e das possíveis consequências.
A atuação do representante do Ministério Público no caso chamou a atenção por ser semelhante à decisão do juiz Marcílio Moreira de Castro, que no plantão Judiciário de Araçatuba em 24 de outubro, concedeu a liberdade a três pessoas presas em flagrante em Guararapes com mais de 130 quilos de maconha.
O magistrado já responde a procedimento administrativo na Corregedoria Geral de Justiça do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).
Caso
No dia 2 deste mês, a Justiça de Guararapes condenou o desempregado Willian Mikael Ferreira da Silva, 20 anos, a 5 anos de prisão por tráfico de drogas. Ele era reincidente no crime e confessou que estava comercializando drogas quando foi preso, no início da noite de 20 de julho.
O flagrante foi feito por policiais militares que viram o réu junto com outros dois suspeitos em local conhecido por comércio de drogas. Eles relataram que ao ver a viatura Willian correu e entrou em uma residência, onde foi abordado com seis pedras de crack e R$ 201,50 em dinheiro.
Na casa dele foram apreendidas outras porções de maconha, que alegou que seriam para consumo próprio.
Sobre as pedras de crack, contou que havia pego 130 porções para vender, tendo arrecadado R$ 1.000,00 e as seis que sobraram seriam a parte dele pelo serviço. Ele pretendia vendê-las para arrecadar R$ 200,00.
