Justiça

Empresária tem bolsa furtada em voo para Miami e vai acionar empresa aérea

Havia 5.200,00 dólares, R$ 1.200,00 e dois passaportes; também foi impedida de embarcar em cruzeiro

Hojemais Araçatuba - Lázaro Jr.
07/10/19 às 18h42
A advogada Cristine Andraus Filardi (à esquerda) foi contratada pela empresária Fernanda Villela para tomar as providências com relação ao caso (Foto: Lázaro Jr./Hojemais Araçatuba)

A empresária Fernanda Galvez Villela, de Araçatuba (SP), vai acionar judicialmente a empresa aérea Latam Airlines Brasil, por ter a bolsa furtada no avião em viagem que fez a Miami, nos Estados Unidos.

Na bolsa estavam dois passaportes, documentos e o dinheiro que seria usado para custear a viagem de 15 dias, que incluía um cruzeiro, o qual foi impedida de fazer por falta dos documentos. Ela ainda está calculando os prejuízos, que só em dinheiro, passa de R$ 20 mil.

Fernanda embarcou no aeroporto internacional de Guarulhos acompanhada de uma amiga e seis familiares, na noite de 20 de agosto, no voo JJ 8190. De acordo com ela, durante a viagem, a bolsa foi colocada no encosto do banco do passageiro da frente.

Atendendo pedido de um dos integrantes da tripulação, ela colocou a bolsa no chão da aeronave. Ao sair, assim que aterrissou em Miami, a empresária não lembrou que a bolsa estava no chão e desembarcou.

Ela só se deu conta que estava sem a bolsa quando estava caminhando sentido à sala de imigração, quando iria pegar o passaporte. “Eu imediatamente corri de volta para o avião, mas fui impedida por funcionários do aeroporto de ter acesso a ele, pois disseram que eu tinha que falar com os funcionários da empresa, em um balcão de atendimento”, conta.

Os funcionários do aeroporto levaram a empresária até esse guichê, onde uma das atendentes da Latam fez contato por rádio com os responsáveis pela limpeza do avião, que alegou não ter encontrado nada no assento indicado.

Pertences

Na bolsa que foi extraviada, segundo Fernanda, havia US$ 5.200,00 (dólares), R$ 1.200,00, dois passaportes, demais documentos pessoais, óculos de sol e documentos do carro dela.

A empresária conta que ao perceber que havia ficado sem a bolsa, ficou preocupada com a possibilidade de ser proibida de entrar nos EUA, pois estava sem o passaporte e consequentemente, sem o visto.

“É uma situação desesperadora, pois você está em outro país, em um lugar que não te dão nem água. Você é tratado como alguém que está tentando entrar ilegalmente”, disse, se referindo à sala da imigração, onde é feita a entrevista e concedida a permissão de entrada nos Estados Unidos.

A empresária estava acompanhada e tinha hospedagem própria em Miami, o que ajudou a comprovar que estava visitando o país legalmente.

Cruzeiro

A viagem aos Estados Unidos foi feita exclusivamente para um cruzeiro de oito dias, que já estava pago. Fernanda chegou a ir com familiares ao porto antes do embarque, onde foi informada que não poderia entrar no navio sem os documentos pessoais, o que é proibido por lei.

Para que ela não ficasse os oito dias sozinha, a amiga que a acompanhava desistiu de embarcar no cruzeiro. Fernanda precisou pegar dinheiro emprestado para custear as despesas durante a viagem.

Omissão

A empresária argumenta que em momento algum a empresa, por meio dos funcionários no aeroporto, ofereceu ajuda. Eles teriam apenas informado o endereço eletrônico a ela, para que registrasse a ocorrência.

Ela pediu que olhassem as câmeras do aeroporto, mas foi informada que somente a polícia tem acesso às imagens.

Também esteve no setor de achados e perdidos do aeroporto, onde havia uma bolsa feminina com dinheiro e documentos, mas a dela não foi levada para o serviço.

Fernanda informa que esteve no aeroporto outras vezes nos dias seguintes e não conseguiu recuperá-la. “Os próprios funcionários comentaram que seria constrangedor me devolverem a bolsa sem o dinheiro”, revela.

Ela registrou um boletim de ocorrência nos Estados Unidos comunicando o furto da bolsa e teve que procurar o Consulado do Brasil para a emissão de um documento pessoal provisório, que autorizasse embarcar de volta para casa.

A advogada Cristine Andraus Filardi, contratada pela empresária para tomar as providências com relação ao caso, considera que no mínimo houve omissão por parte da empresa aérea com relação ao desaparecimento da bolsa.

Por isso, deve ser movida uma ação de danos morais e de danos materiais contra a empresa aérea.

Latam

O Hojemais Araçatuba procurou a assessoria de imprensa da Latam Airlines Brasil, que informou que se sensibiliza com o ocorrido e afirma que prestou todo o suporte à passageira, apesar de os objetos pessoais levados a bordo serem de responsabilidade dos clientes.

Antes e após os voos é feita a inspeção e limpeza interna das aeronaves e qualquer objeto localizado nesse processo é encaminhado para o setor de Achados e Perdidos da companhia, segundo a Latam.

O passageiro que esquecer algum objeto a bordo deve contatar, por telefone ou pessoalmente, o setor de bagagem da Latam no aeroporto de destino do voo”, informa a nota.

Sobre o caso da empresária de Araçatuba, a companhia afirma que colherá informações sobre a bolsa e dela para contato posterior caso tenha sido localizada.

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