O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (28), para julgamento de Elton Dias da Costa, denunciado por tentativa de homicídio. O crime aconteceu em 3 de maio de 2018, tendo como vítima um pedreiro que na ocasião tinha 36 anos, foi amarrado e esfaqueado.
De acordo como a denúncia do Ministério Público, a vítima conheceu Costa durante a madrugada, no local de trabalho dele. Ao terminar o expediente o réu o convidou para ir à casa dele, na Travessa Sérgio Cardoso, no bairro Chácaras TV, para seguirem consumindo bebidas alcoólicas.
Já no imóvel, enquanto conversavam, o réu teria amarrado as pernas e os braços do pedreiro, que foi colocado deitado no sofá da sala. Dizendo que iria matá-lo, Costa teria passado a desferir golpes de faca, ferindo o pescoço e um dos dedos da vítima, que tentava se defender.
Resistiu
Mesmo amarrado, o pedreiro chegou em alguns momentos a segurar a faca e foi mordido. Ele conseguiu se soltar das cordas e empurrar o réu, que conseguiu fugir, apesar de ser perseguido. A vítima foi encontrada pela Polícia Militar caída na rua, sangrando bastante, segundo o boletim de ocorrência registrado na ocasião.
O pedreiro estava consciente e confirmou ter conhecido Costa em um bar nas imediações, onde ingeriram bebida alcoólica e depois foram juntos para a casa dele. Ao ser encontrado ferido ele foi levado por equipe de resgate do Corpo de Bombeiros ao pronto-socorro, precisou ser transferido para a Santa Casa, mas posteriormente foi constatado que o corte no pescoço era superficial.
Confessou
Apesar de o réu ter fugido levando a faca, ele a deixou cair e ela foi apreendida. Consta na decisão pela pronúncia que Costa não negou durante depoimento em juízo que foi o autor da lesão, mas alegou que não teve a intenção de matar a vítima.
O réu alegou que cometeu o crime porque enquanto estavam na casa dele, o pedreiro teria passado a mão nas pernas dele e insistido em se oferecer a ele. Por isso o amarrou e enquanto o ameaçava com a faca no pescoço, escorregou e acabou causando o ferimento.
Porém, ouvido pela polícia ele declarou que havia pego a cozinha, ferido a vítima na garganta e “chacoalhado” a faca para os lados.
Não encontrado
Quando foi decidido que seria julgado pelo Tribunal do Júri, em junho de 2019, Costa estava preso preventivamente. Porém, a realização do julgamento teve que ser adiada em função da pandemia, ele obteve o direito de aguardar em liberdade.
Consta no processo que ele não foi encontrado para ser intimado sobre a data do julgamento, o que foi feito por edital. Por isso, é possível que não compareça à sessão, marcada para começar às 9h no Fórum de Araçatuba.
