O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 6 anos de prisão cada um, os irmãos Daniel Maia Santos, 23 anos, e Denis William Maia Santos, 28, por dupla tentativa de homicídio.
Os crimes aconteceram há dois anos, tendo como vítimas um casal, e o julgamento foi nesta quarta-feira (21).
Os réus, que estavam presos, foram denunciados por tentativa de homicídio qualificada por motivo torpe, porém, os jurados afastaram qualificadora.
O juiz que presidiu o Júri, Henrique Castilho, determinou o regime semiaberto para início do cumprimento da pena.
Como os irmãos aguardaram julgamento presos, esse período foi levado em consideração. Assim, eles tiveram o direito à progressão para o regime aberto e deixaram o Fórum em liberdade.
Denúncia
De acordo com a denúncia do Ministério Público, em 2015 os réus agrediram um filho do casal.
Na ocasião, o pai do rapaz agredido e um sobrinho dele separaram a briga, o que teria causado revolta nos irmãos. Assim, eles teriam passado a perseguir e ameaçar toda a família das vítimas.
Na noite de 26 de agosto de 2017, os réus discutiram novamente com o rapaz que havia sido agredido anteriormente e decidiram matar ele e os pais dele.
Ainda de acordo com a denúncia, o Denis, o irmão mais velho, foi com seu VW Golf tendo Daniel como passageiro, o qual estava com um revólver.
Tiros
Primeiro eles foram à casa do pai do rapaz agredido, no bairro Planalto. A vítima percebeu a dupla se aproximando e correu, conseguindo fugir dos disparos feitos contra ela.
Em seguida, eles foram com o carro até a casa da mãe do rapaz, no bairro São Sebastião. Eles a xingaram antes de Daniel sacar o revólver e disparar contra ela, que também conseguiu correr e se esconder dentro de casa.
Prisão
A dupla fugiu novamente, mas Denis perdeu o controle e bateu o carro no muro de uma casa na rua Wandenkolk. Daniel foi preso em flagrante quando deixava o local correndo.
Durante o julgamento, a defesa dos réus pediu a absolvição, a desclassificação do crime e que fosse afastada a qualificadora de motivo torpe.
O promotor de Justiça Adelmo Pinho pediu que os irmãos fossem condenados conforme a denúncia. Apesar de os jurados terem afastado a qualificadora, ele não deve recorrer da sentença.