Justiça

Justiça decreta a prisão preventiva de investigados por pirâmide financeira

Empresário considerado líder do suposto grupo criminoso já estava preso preventivamente desde o dia 11, quando foi deflagrada a Operação Ponzi

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
20/11/21 às 18h23
Durante o cumprimento de mandados judiciais foram apreendidos oito veículos; quatro embarcações; uma moto aquática; e uma aeronave (Foto: Divulgação)

A Justiça de Santa Fé do Sul (SP) recebeu a denúncia do Ministério Público e converteu em preventiva as prisões temporárias do diretor geral e da diretora financeira do grupo investigado por suspeita de pirâmide financeira no município.

O empresário considerado líder do suposto grupo criminoso já estava preso preventivamente desde o dia 11, quando foi deflagrada a Operação Ponzi. O nome que é referência à operação fraudulenta e sofisticada de investimento do tipo esquema em pirâmide, com promessa de pagamento de rendimentos anormalmente altos aos investidores, à custa do dinheiro pago por quem chega posteriormente.

A ex-esposa e ex-sócia do empresário, que também havia sido presa temporariamente, obteve o direito à liberdade provisória e cumpre medidas cautelares determinadas pela Justiça.

Investigação

A operação foi deflagrada em conjunto entre as polícias Federal e Civil e a investigação aponta que o grupo teria movimentado mais de R$ 100 milhões em quatro anos. Durante o cumprimento de mandados judiciais foram apreendidos oito veículos; quatro embarcações; uma moto aquática; e uma aeronave.

Nesta semana a Promotoria de Justiça de Santa Fé do Sul divulgou que conseguiu o bloqueio de R$ 75 milhões dos investigados e de empresas ligadas a eles. Em nota, o promotor de Justiça Felipe Bragantini de Lima, autor da ação civil pública contra os agora réus, informou que a B&G Cred, empresa investigada, funcionava sem o registro no Banco Central do Brasil e Comissão de Valores Mobiliários.

Pirâmide

Segundo o que foi divulgado, a empresa captava recursos financeiros de clientes com a promessa de pagamento de juros, mas não tinha meios para repassar os valores aos investidores.

Como o grupo precisaria do ingresso de novos clientes para manutenção do esquema, se expandia rapidamente pelo interior de São Paulo. Foram cumpridos mandados de busca em Araçatuba, Santa Fé do Sul, Santa Clara d’Oeste, Votuporanga, Bebedouro, Casa Branca, Americana, Santana de Parnaíba e São Paulo.

O número de vítimas ainda não foi apurado pela investigação, mas estima-se que seja na casa dos milhares, considerando todas as cidades em que a empresa vinha atuando, segundo a polícia.

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