A Vara do Júri de Araçatuba (SP) irá distribuir senhas para os interessados em acompanhar o julgamento de José Emerson Lins de Barros, 22 anos, o Miojo, que acontece nesta quarta-feira (9) no Fórum local.
O réu foi denunciado pelo Ministério Público por estupro, homicídio qualificado, ocultação do cadáver e furto do celular da jovem Paola Bulgarelli.
Os crimes aconteceram em 5 de julho de 2015 e o julgamento está marcado para começar às 9h. O caso gerou muita repercussão e é esperada a presença de grande público para acompanhar o julgamento, inclusive alunos de direito.
Como o espaço no plenário é limitado, serão distribuídas senhas, entregues por ordem de chegada. O réu está preso e deve chegar a Araçatuba momentos antes do início do julgamento.
Conhecidos
Conforme consta na denúncia, Paola e Miojo moravam no bairro Alvorada e se conheciam. Naquela tarde, a vítima ia para o trabalho em uma lanchonete fast food na avenida Brasília, quando foi abordada pelo réu, na ponte sobre o ribeirão Baguaçu, conhecida como “ponte da vergonha”.
Ele alegou que havia uma cobra na beira do córrego e convidou Paola a ir com ele onde ela estaria. A vítima o acompanhou até uma mata com a intenção de fazer fotos da cobra, mas não encontraram o réptil.
Ao questionar Miojo, a jovem foi agarrada pelo pescoço e jogada ao chão. Ela foi obrigada a tirar a roupa e manter relação sexual com o réu. Antes do estupro, a vítima implorou para não ser morta, dizendo que podia fazer o que quisesse com ela.
Apesar disso, após o estupro, ele a arrastou por alguns e com um pedaço de pau, bateu na testa da vítima, que caiu de costas e levou outro golpe, agora atrás da cabeça.
Sem saber se Paola ainda estava viva, Miojo a jogou no ribeirão Baguaçu, junto com o pedaço de pau que usou para agredi-la e com as roupas dela. Ele ficou apenas com o celular da vítima, o qual vendeu para um colega que morava com ele, por R$ 30,00.
Corpo
O Corpo de Paola foi encontrado apenas uma semana depois, boiando no Baguaçu. Ela vestia apenas a camiseta com o boton da lanchonete onde trabalhava. O celular da vítima foi encontrado dois dias depois, enterrado no quintal de uma casa abandonada.
Ao identificar o amigo do réu que havia comprado o aparelho, a polícia esclareceu os crimes e no mesmo dia, 14 de junho, prendeu Miojo na casa do pai dele, em Castilho (SP), para onde havia fugido depois que o corpo foi encontrado. Ele confessou os crimes.
Segundo laudo necroscópico, Paola foi morta por traumatismo cranioencefálico. A Polícia Civil não fez a reconstituição para preservar a integridade física e a vida do réu.
O julgamento estava marcado para fevereiro deste ano, mas foi adiado a pedido da defesa, para realização de exame de sanidade mental de Miojo. O laudo apontou que ele é totalmente capaz.