Justiça

Preso por espancar e matar a mulher é julgado nesta quarta-feira

Segundo a denúncia, vítima foi arrastada pelos cabelos, apanhou de cinta e teve a cabeça batida contra a parede

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
16/09/19 às 18h53

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) se reúne nesta quarta-feira (18) para o julgamento do lavrador João Carlos de Oliveira Galvão, 54 anos, denunciado por espancar a companheira dele, a vendedora Roseli Lopes, 53.

O casal morava em um sítio no bairro rural Água Limpa, em Araçatuba, e a mulher morreu na Santa Casa quatro dias após ser internada, em novembro de 2016. O réu foi denunciado por feminicídio qualificado por meio cruel.

De acordo com a denúncia, o casal conviveu por cerca de quatro anos e Galvão era considerada uma pessoa agressiva, inclusive tendo agredido a vítima em ocasiões anteriores.

Na noite de 2 de novembro de 2016, o casal recebeu amigos em casa e todos consumiram bebida alcoólica. Durante a visita, o réu teria saído arrastando Roseli pelos cabelos até o quarto, onde a agrediu com cintadas e bateu com a cabeça dela na parede.

Após as agressões ele retornou para a sala onde as visitas aguardavam e permaneceu no cômodo até que fossem embora. Assim que os amigos deixaram a casa, Galvão teria voltado a agredir a companheira, principalmente no rosto e cabeça, e depois fugiu.

Desfigurada

Na época, o crime foi denunciado à polícia por uma filha da vítima, que recebeu um telefonema da Santa Casa, informando que a mãe dela tinha sido internada com ferimentos muito graves e precisava de um acompanhante.

A filha disse à polícia que a mãe dela não conseguiu reconhecê-la devido aos ferimentos sofridos, os quais comprometeram a visão. Apesar do tratamento, Roseli não sobreviveu.

Exame necroscópico apontou que a morte foi em consequência de trauma torácico. A vítima também tinha lesões nas pernas, nos braços e na região abdominal.

Investigação

Quando a vítima foi internada, o caso foi inicialmente investigado pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais).

Segundo a polícia, apesar de os familiares dela afirmarem que o autor das agressões era o companheiro dela, a paciente, ao dar entrada no hospital, teria negado que as lesões foram provocadas por ele.

Após a morte, a polícia ouviu testemunhas que confirmaram que o próprio réu confessou ter voltado a agredir a companheira, inclusive com chineladas no rosto.

A Justiça acatou pedido do Ministério Público e decretou a prisão temporária de Galvão, que depois foi convertida em preventiva. Ele aguarda julgamento na cadeia.

O Júri está marcado para as 9h, no Fórum de Araçatuba.

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