Justiça

Réu é condenado a 12 anos de prisão por homicídio ocorrido em 2011

José Gaspari Gonçalves foi acusado de matar Júlio Cesar da Silva Pereira, no bairro Nossa Senhora Aparecida

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
20/03/19 às 18h13
Imagem: Ilustração

O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou a 12 anos de prisão, José Gaspari Gonçalves, pelo assassinato de Júlio Cesar da Silva Pereira.

O crime aconteceu em 2011 e o julgamento foi nesta quarta-feira (20), no Fórum de Araçatuba. O juiz Henrique Castilho não concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade.

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que defendeu a condenação durante o julgamento.

Nela, ele cita que o crime foi motivado por ciúmes, pois a Pereira teve um relacionamento amoroso com a mulher que o réu estava namorando na época.

Segundo a denúncia, esse relacionamento havia terminado cerca de dois anos antes do crime, mas a mulher teve um filho e Pereira passou a suspeitar que poderia ser o pai biológico dessa criança.

Ele passou a procurá-la com frequência, Gonçalves não gostou desse contato e passou a ameaçar a vítima, dizendo que a mataria caso não se afastasse da namorada dele.

Crime

O crime aconteceu em 16 de abril de 2011, no bairro Nossa Senhora Aparecida. Naquela noite, o réu soube que a vítima estava na frente de um bar na rua Jales, foi até o local e a ameaçou, dizendo: “com você não é nem mais ideia, agora é guerra”, e deixou o local.

Mais tarde, quando Pereira já estava na casa dele, Gonçalves foi até o imóvel de bicicleta, vestindo blusa de moletom com capuz. Ele viu que a vítima estava sentada na frente do imóvel, sacou um revólver calibre 38 e atirou sete vezes.

Pereira foi atingido por três disparos, sofrendo ferimentos na clavícula, na mão e na coxa esquerdas. A morte foi provocada por hemorragia interna aguda.

Prisão

O réu fugiu após o crime, mas acabou preso quase um ano depois, em 25 de fevereiro de 2012. Na ocasião ele foi flagrado com um revólver e exame feito na arma apontou que ela foi utilizada para disparar os projéteis que mataram a vítima.

O promotor pediu a condenação Gonçalves por homicídio qualificado pelo motivo fútil, sob argumento de que a morte foi motivada por ciúmes.

Já a defesa, feita pelo advogado José Roberto Sanches, alegou negativa de autoria e, em caso de condenação, pediu que fosse afastada a qualificadora. Entretanto, os jurados acataram o pedido do Ministério Público, que não pretende recorrer da sentença.

O julgamento teve início por volta das 9h e terminou pouco depois das 16h. Gonçalves já estava preso e após o término do júri foi levado de volta para o sistema penitenciário.

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