O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou a 8 anos de prisão, o cartpinteiro Celso Borges de Souza, 34 anos, por tentativa de feminicídio contra a ex-cunhada dele, a dona de casa Adriana dos Santos.
O crime aconteceu em 21 de agosto de 2016, no bairro Alvorada, e a vítima tinha 27 anos na época.
O julgamento aconteceu nesta quarta-feira (2), no Fórum de Justiça de Araçatuba. O réu estava preso e não terá direito de recorrer em liberdade.
A denúncia feita pelo Ministério Público cita que os crimes aconteceram aproximadamente um mês após Souza agredir a companheira dele, que é irmã da vítima.
Apoiada pela irmã, a mulher decidiu se separar, o que gerou revolta no réu, que decidiu matá-la.
Segundo a denúncia, naquela noite, as duas irmãs estavam na calçada em frente à casa da vítima, quando foram surpreendidas por Souza. Ele parou o carro na frente da residência e gritou com a ex-mulher, para ela entrar no imóvel.
Como não foi atendido, ele deixou o local, mas retornou em seguida armado com um revólver que deixava escondido na linha férrea, que passa no fundo do Alvorada.
Tiros
O réu novamente mandou a mulher entrar em casa e como não foi atendido, sacou a arma e fez um disparo em direção ao chão. Após o tiro, a ex-companheira dele correu para dentro da residência.
Em seguida, ele atirou mais duas vezes na direção da ex-cunhada, que foi atingida no lado direito do rosto, que foi transfixado pelo projétil, e no punho direito.
A denúncia cita ainda que a vítima caiu no chão após os disparos e Souza aproximou-se, colocou a arma na cabeça dela e quando apertou o gatilho, uma testemunha chutou a mão dele, fazendo com que o projétil atingisse a parede e a arma caísse no chão.
O réu ainda conseguiu reaver a arma e apertou o gatilho mais uma vez, porém, não havia mais munição e ele fugiu.
Grave
A vítima foi socorrida, passou por cirurgia e Souza foi preso dias depois. Ele foi denunciado por tentativa de homicídio cometida por razões do sexo feminino, envolvendo violência doméstica e familiar, por ser ex-cunhado da vítima.
Para o promotor Adelmo Pinho, autor da denúncia, o crime foi praticado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele também foi denunciado por posse ilegal de arma de fogo.
Durante o julgamento, o réu pediu a absolvição. A defesa dele, feita pelo advogado Benedito Matias Dantas, queria o reconhecimento do homicídio privilegiado pela violenta emoção e o afastamento das qualificadoras de feminicídio e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Preso
A sentença foi proferida pelo juiz Danilo Brait, que o condenou a 7 anos de prisão pela tentativa de feminicídio e mais 1 ano de detenção pela posse de arma de fogo.
A defesa requereu a liberdade do réu, tendo como um dos argumentos o fato de que a vítima já morreu, mas não foi atendida.
O regime inicial da pena é o semiaberto, pois Souza já cumpriu parte da pena. Ele está preso desde 7 de março de 2017.