O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) acatou recursos das defesas e reviu as sentenças de 22 condenados em primeira instância pela Justiça de Birigui por tráfico de drogas e associação ao tráfico de drogas.
Eles foram alvos da Operação Rota Guatambu, deflagrada pela Polícia Federal de Araçatuba em 4 de dezembro de 2018. Como não ficou caracterizado o tráfico internacional, o processo tramitou na 1ª Vara Criminal de Birigui, que acatou denúncia do Ministério Público também de Birigui.
A ação foi resultado de sete meses de investigação, período em que foram apreendidas sete toneladas de maconha, recolhidos 17 veículos e um revólver calibre 38, com a prisão em flagrante de 13 dos réus.
Com a decisão do TJ-SP, por insuficiência de provas, 13 dos 22 réus foram absolvidos dos crimes pelos quais foram denunciados. Já o considerado líder do grupo, José Carlos Alves Ferreira, teve a pena reduzida de 49 anos, 5 meses e 8 dias de prisão para 21 anos e 4 meses de prisão.
Outros seis réus foram absolvidos da denúncia pelo crime de associação ao tráfico de drogas, tendo as penas reduzidas; outros três foram absolvidos quanto aos delitos de associação ao tráfico e organização criminosa, também resultando na redução das penas.
Investigação
Consta na denúncia que a investigação da Polícia Federal teve início após um flagrante de tráfico de drogas em 3 de fevereiro de 2018. A partir daí descobriu-se a existência de grupo responsável pelo tráfico de drogas em Birigui e região.
O nome da operação é uma referência à rodovia Senador Teotônio Vilela, entre Araçatuba e Birigui, que seria principal via usada para a distribuição do entorpecente na região.
Um inquérito foi instaurado e apurou-se que José Carlos, conhecido como “Carlinhos” ; Josuel Fernandes, conhecido como “Jô” ; e “Baixinho” seriam os responsáveis pelo grupo voltado ao tráfico de drogas entre os Estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A Operação Rota Guatambu foi realizada com autorização judicial para interceptação da linha telefônica de José Carlos, o que teria confirmado a participação dele no tráfico de drogas em associação a Emanuel Alves Valenta, vulgo “Mané Braúna”.
A investigação apontou que Josuel Fernandes seria responsável pela entrega de drogas e seria o braço forte de “Carlinhos” , auxiliando-o na logística de distribuição de drogas. Consta na ação 11 episódios de flagrantes de tráfico de drogas ou de tentativa de abordagem dos integrantes do grupo nesse período de sete meses de investigação.
Decisão
