Justiça

Tribunal mantém pronúncia e autor de duplo homicídio vai a Júri Popular

Laire Antônio Neves Feltrin foi denunciado por ter atirado no casal Egídio Ribeiro e Clarice Miranda Ribeiro, em outubro de 2014

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
28/03/19 às 15h37
Imagem: Divulgação

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) manteve a sentença de pronúncia e determinou que Laire Antônio Neves Feltrin vá a Júri Popular por ter atirado no casal Egídio Ribeiro, 56 anos, e Clarice Miranda Ribeiro, 55. O crime ocorreu em 5 de outubro de 2014, no bairro Jussara, em Araçatuba (SP).

Outros dois envolvidos no assassinato já foram julgados e condenados, mas o terceiro réu recorreu da pronúncia e por isso ainda não foi julgado.

Segundo publicado no site do TJ-SP na terça-feira (26), o acórdão que manteve a sentença de pronúncia em primeira instância transitou em julgado. Os autos do processo foram encaminhados ao juízo da 1ª Vara das Execuções Criminais e Anexo do Júri de Araçatuba.

Com o recebimento do processo, o juiz deve abrir prazo para arrolar as testemunhas e em seguida marcar a data do julgamento.

Caso

O duplo assassinato no bairro Jussara gerou comoção e revolta, pois as vítimas foram atacadas dentro de casa, na noite daquele domingo. Segundo a denúncia do Ministério Público, o alvo de Feltrin era o filho casal, um motorista de 29 anos na época.

Ele teve um relacionamento amoroso com a filha de Sales, condenado por ser o mandante do crime. Após o término do relacionamento, ele teria passado a importuná-la, o que provocou o desentendimento entre ele e o ex-sogro, que decidiu matá-lo.

Ainda de acordo com a denúncia, Sales convidou Brito e Feltrin para cometerem o assassinato. O primeiro já foi condenado por ter conduzido a picape Saveiro que levou Feltrin até a casa das vítimas.

O alvo dos bandidos estava na calçada quando foi surpreendido por Feltrin, que desceu da picape e sacou uma arma que trazia na cintura. Ele correu e se trancou no quartinho nos fundos da casa, de onde ouviu vários disparos.

Quando saiu, encontrou o pai dele caído na varanda e a mãe no corredor, próximo ao banheiro, ambos agonizando. A mulher morreu no local e o pai dele no hospital. Na casa onde aconteceu o crime foram apreendidas duas cápsulas de pistola calibre ponto 40.

Prisões

Momentos após o crime, Brito foi preso ao ser encontrado escondido debaixo de uma mesa na casa do Feltrin, que conseguiu fugir, mas foi preso quase dois meses depois, em um rancho de Pereira Barreto (a 136 quilômetros de Araçatuba). Alves foi preso somente um ano depois.

Os dois primeiros réus foram julgados nos dias 8 e 9 de março de 2017. Sales pegou 35 anos de prisão e Brito, 32 anos e 8 meses. A dupla recorreu da sentença, que foi mantida pelo TJ-SP.

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