Tempo é dinheiro ou, do inglês, “time is Money”, “no pain, no gain” e seguimos repetindo esses jargões corporativos como se fossem sinônimos necessários de sucesso!
A pressa é a regra: pressa ao acordar, tomar café em pé (quando toma), almoça rápido ou faz um rápido lanchinho e assim até completar o dia, as semanas, os meses e os anos e aí... a fêmea da espécie fica grávida! “9 meses? Como assim? É muito tempo! ” Parece inimaginável “perder” tanto tempo gestando um bebê. As mulheres são cada vez mais comparáveis a fábricas de pessoas, com padrões de produção a ser seguidos e respeitados sistematicamente.
Esperar o bebê decidir nascer? Imagina! Vai que nasce de escorpião? Vai que nasce no aniversário do irmão? Ou da sogra? Ou no dia da final com o “Mengão”? Vamos agendar, passou de 2,5 kg já pode nascer, já está bom, não é? Desse jeito não cansa tanto os braços da mãe para carregar o bebê.
Assim, se escolhe uma data bonita no calendário, que não atrapalhe a agenda médica e otimize o uso da infraestrutura hospitalar, que facilite licença-maternidade e paternidade e, se possível, aproveita uma “emenda” num feriado, assim aproveita melhor o tempo!
Mas... e o bebê? Alguém lembrou de perguntar para ele se ele já estava pronto para nascer? Se seus órgãos já estão formados e seu sistema respiratório, último a ficar pronto, já está preparado para exercer seu papel corretamente? Prematuridade iatrogênica: é esse o nome complicado para “tirar o bebê antes que ele esteja pronto”. Já ouviu alguém comentar que determinado bebê nasceu “cansadinho”, com o pulmão molhado, ou então, que precisou de uma ajudinha para respirar? Pois é...
A vida precisa de tempo... Tempo para gerar, para criar, para nascer e existir. Neste final de ano, aproveite para respeitar a vida, especialmente aquela que ainda está sendo gerada e vamos recuperar nossa paciência e deixar que os ciclos naturais sigam seu fluxo tradicional. Que tal um novo propósito? O de controlar a ansiedade e permitir inícios mais tranquilos: de ano e de vida?”