Opinião

Agronegócio e sustentabilidade são aliados

"Embora o agricultor e pecuarista sejam vistos como um devastador do meio ambiente, isso de fato não é o que acontece. Ao longo dos anos, com os avanços tecnológicos o agronegócio conseguiu conciliar a produção e a preservação da natureza, pois sem isso é impossível produzir"

Fábio Brancato*
18/11/21 às 17h30

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 26) realizada em Glasgow, na Escócia, trouxe de volta antigas discussões entre a relação do agronegócio e a preservação do meio ambiente.

Por vezes, pessoas desinformadas ou mesmo mal-intencionadas culpam a agricultura e pecuária brasileira pelo desmatamento e pela emissão exacerbada de metano, um dos gases causadores do efeito estufa.

Mas não é bem assim. A legislação ambiental brasileira tem um papel fundamental no desenvolvimento sustentável, uma vez que ela exige das empresas e da população, de forma geral, conduta que visa à preservação dos recursos naturais, a mitigação dos impactos ambientais e o desenvolvimento social.

Assim, as organizações que não respeitarem a lei deverão ser punidos. É preciso que se diga que o Brasil é o país que tem uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo, senão a mais rigorosa de todas.

Embora o agricultor e pecuarista sejam vistos como um devastador do meio ambiente, isso de fato não é o que acontece. Ao longo dos anos, com os avanços tecnológicos, o agronegócio conseguiu conciliar a produção e a preservação da natureza, pois sem isso é impossível produzir. O agricultor e o pecuarista são os mais interessados na preservação ambiental, pois eles dependem de todos os recursos naturais para o cultivo e a criação animal.

Estar alinhado com as diretrizes da legislação é imprescindível preservar os recursos da natureza, para não afetar as gerações futuras impossibilitando o uso do solo.

O Brasil, que é considerado o celeiro do mundo, tem por meio das suas culturas perenes, como as pastagens, a soja, o milho e a cana-de-açúcar, a maior dimensão de sequestro de gás carbônico (CO²) de todo o planeta. Temos que ressaltar que a absorção de CO² é maior do que o liberado durante a produção dos grãos.

Quando falamos em desmatamento e poluição do ar não podem ser deixados de lado os principais causadores destas ações no Brasil, que são as madeireiras ilegais e os grandes centros urbanos. Juntos, eles são responsáveis por mais de 90 % da poluição no País.

Vale lembrar que a maior concentração de CO² e gases do efeito estufa são provenientes da utilização de combustíveis fósseis nas frotas de transporte, do consumo exagerado dos recursos hídricos, do volume crescente de lixo produzido pela população sem a destinação correta. Já as madeireiras ilegais e o extrativismo exacerbado causam uma devastação irreversível para todos os ecossistemas das áreas impactadas por essas ações.

É evidente a necessidade de reforçar a conscientização da sociedade em geral, pois o produtor rural tem colaborado e feito a sua parte. Sendo assim, para os produtores existem diversos métodos para a preservação ambiental ao trabalhar com o campo, como preparação do solo, rotações de cultivo, o controle biológico, redução de adubos químicos, controle de queimadas, reflorestamento e conservação das áreas de preservação permanentes (APPs).

Essas ações incluem ainda a preservação de nascentes, córregos e rios, assim como a recomposição e manutenção da fauna e da flora. Por meio de todas essas atuações, que ocorrem de constante e permanente no agronegócio brasileiro, é possível observar o quanto os produtores rurais investem e agem em favor da sustentabilidade.

(Foto: Divulgação)

*Fábio Brancato é presidente do Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste)

 

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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