Opinião

Atitudes para uma melhor gestão empresarial em 2022

"(...) planejamento tributário não deve visar apenas a economia de impostos, e sim, envolver um conjunto de fatores mercadológicos, evitando que o regime tributário não restrinja as possibilidades de faturamento da empresa"

Ederson Leandro Rigon*
04/01/22 às 18h26

O início de um novo ano, tradicionalmente, é o período para fazer uma análise do ano que passou e traçar um planejamento para o novo período. Essa prática não pode ser diferente no meio empresarial. Aliás, janeiro é o mês em que decisões importantes para os rumos das empresas têm prazos para serem tomadas, e uma escolha errada pode comprometer os resultados do ano inteiro.

A apuração correta do resultado do ano anterior é a primeira informação que um empresário precisa ter. Essa informação, embora possa parecer óbvia, não é clara na maioria das empresas. De acordo com uma pesquisa do Sebrae, 50% do empresariado em atividade, composto em sua maioria por pequenos e médios negócios, não sabem afirmar se a empresa está operando com lucro ou prejuízo. Vale lembrar que aquilo que não é corretamente medido, não pode ser melhorado. Logo, a incerteza do real resultado de uma empresa é a primeira dúvida que precisa ser esclarecida, antes de se tomar qualquer outra decisão. 

Diante da informação correta do resultado, é preciso escolher um regime tributário adequado para a empresa. Essa decisão precisa ser tomada em janeiro, não sendo permitida a mudança do sistema de tributação, salvo raras exceções, durante o ano. É importante lembrar que o planejamento tributário não deve visar apenas a economia de impostos, e sim, envolver um conjunto de fatores mercadológicos, evitando que o regime tributário não restrinja as possibilidades de faturamento da empresa.

Entender os preços de vendas que estão sendo praticados é outro fator fundamental para decisões corretas. Nem sempre os preços de vendas estão incorretos, pois na maioria das vezes é o mercado consumidor que determina o quanto está disposto a pagar. Em muitos casos, incorreta é a interpretação dos valores, com custos que não foram considerados, ou margem de lucro impossível de ser alcançada.

O empresário não deve concentrar sua atenção no valor da venda e sim na contribuição que a venda está gerando para a empresa. Janeiro também é um mês tradicional para as promoções, e interpretar corretamente os preços evitará que os descontos não comprometam os resultados.

Uma boa gestão empresarial deve envolver também fatores não financeiros. Nesse quesito, é importante lembrar que entender como o produto ou serviço atenderá as necessidades dos clientes, é uma forma de agregar valor ao que se está sendo comercializado. Uma boa margem de lucro, quase sempre, não está no produto vendido, e sim, no serviço prestado. O foco não deve ser venda do produto, mas em como o produto pode sanar uma necessidade dos clientes.

Por fim, para todas as situações citadas, o empresário pode e deve contar com a ajuda do contador. Entender que a contabilidade não se restringe ao cumprimento de atividades burocráticas e fiscais é essencial para que o ano novo seja próspero, a partir de decisões corretas.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Ederson Leandro Rigon é mestre em contabilidade e professor universitário

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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