Várias startups do mundo todo desenvolvem soluções principalmente, de base tecnológica. Geralmente são os aplicativos inovadores que conhecemos, os quais facilitam nossa vida, como internet banking, waze e uber, mensageiros, etc. Mas há startups que trabalham duro para fazer a diferença em nossas vidas, e praticamente não notamos muito: são as Deep Techs, ou startups de soluções de tecnologia profunda.
Essas Deep Techs se baseiam geralmente na investigação científica apoiada por patentes, que atuam com inovação complexa, lidando com problemas como o tratamento de doenças, mobilidade, aquecimento global e desenvolvimento industrial. Atualmente, no ramo, é um dos setores mais promissores para os próximos anos e vem recebendo investimentos privados impressionantes, e por incrível que pareça, o Brasil está em segundo lugar no ranking que movimenta mais dinheiro nessa área. O motivo? As propostas do modelo do setor incluem soluções com questões associadas à desigualdade, ao meio ambiente e à cultura.
Um exemplo de Deep Tech brasileira é a In Loco, que desenvolve soluções de geolocalização inteligente para diversos setores, como varejo, mobilidade, segurança e saúde. A In Loco usa algoritmos de inteligência artificial e sensores dos smartphones para criar mapas digitais que permitem entender o comportamento e as preferências dos consumidores, além de oferecer serviços personalizados e seguros. A startup é considerada uma das empresas mais promissoras do mundo na área de deep tech, tendo recebido diversos prêmios e investimentos de grandes fundos.
Outro bom exemplo é a SoluBio, também tupiniquim, que desenvolve soluções de biotecnologia para o agronegócio, como biopesticidas, biofertilizantes e bioinsumos. Usa microrganismos benéficos para a agricultura, que aumentam a produtividade, reduzem o uso de agrotóxicos e melhoram a qualidade do solo e das plantas. A empresa é considerada uma das empresas mais disruptivas na área, tendo sido selecionada para programas de aceleração e incubação de renome internacional.
Há, é claro, diversas empresas globais que também exploram intensivamente esse campo, como por exemplo, a CarbonCure, uma startup canadense que desenvolveu uma tecnologia de captura e armazenamento de gás carbônico (CO2) em concreto e a suíça Climeworks, que utiliza tecnologia de captura direta de ar para remover carbono da atmosfera.
O futuro dessas Deep Techs é promissor e desafiador ao mesmo tempo, pois elas exigem investimentos elevados, colaboração multidisciplinar, regulação adequada e aceitação social - talvez por isso o Brasil se destaque na área, pois é um laboratório e tanto para soluções ambientais.
Essa nova área das startups pode transformar o mundo para melhor. Taí um mercado promissor para quem quiser investir, além disso, contribuem para a melhoria do planeta e geram emprego e renda.
