Opinião

Desafios de um mundo cada vez mais digital

"Nesse novo cenário, algumas empresas tentam reagir contra ou retardar os processos de transformação, pondo em risco sua longevidade"

Luiz Marcatti*
18/11/21 às 15h37

O processo amplo e profundo de transformação do mundo na última década já tem consequências práticas. Da revolução da comunicação no ambiente digital, que impacta as relações humanas, ao surgimento de inúmeras inovações tecnológicas, os novos hábitos que acompanham essa modernização também afetaram o ambiente empresarial nos mais variados setores, a forma de se fazer negócios, as relações profissionais e outros pontos que movimentam a economia e a sociedade.

Há 15 anos, as empresas mais valiosas eram as petroleiras, montadoras de automóvel e grandes indústrias de transformação. Atualmente, as que detêm maiores valorizações são as companhias de tecnologia, seguidas das empresas de serviços financeiros e de investimentos. Em pesquisa realizada pelo McKinsey Global Institute, em janeiro de 2019, o crescimento de transações em serviços é 60% mais rápido do que as transações de mercadorias, em âmbito mundial. 

Nesse novo cenário, algumas empresas tentam reagir contra ou retardar os processos de transformação, pondo em risco sua longevidade. Um dado interessante de outra pesquisa, realizada pela Harvard Business Review, em setembro de 2018, com mais de cinco mil conselheiros de administração pelo mundo, mostra que a inovação, as tendências tecnológicas e os riscos cibernéticos estão entre os 10 mais importantes desafios de futuro das empresas.

A maioria dos pesquisados reconheceu que a alta administração não tem essas competências como uma fortaleza, indicando uma persistência na contratação de novos conselheiros ainda com perfis tradicionais.  

Como aliados do monitoramento, controle e direcionamento estratégico da organização, os conselheiros têm de estar abertos e atualizados quanto às novas habilidades requeridas. Qualquer empresa passará pela automatização, seja por meio de digitalização, robotização ou inteligência artificial. Tais procedimentos trazem, para os meios produtivos, de administração de comercialização e de prestação de serviços, ganhos de produtividade, qualidade, racionalização de recursos e custos. 

Isso significa também a busca de novos perfis profissionais. As empresas que vêm se destacando já buscam como principais competências e atitudes: ampla habilidade cognitiva, relativo conhecimento específico, solução de problemas complexos, capacidade de relacionamento interpessoal e de liderança. 

Por usa vez, as escolas, como empresas que são, tem grandes desafios – tanto nos modelos de negócio, no posicionamento mercadológico e na formação das suas equipes administrativa e pedagógica – de se reinventarem, apoiadas pela tecnologia para atender um mundo cada vez mais digital e mutável.

Conectar-se a essa nova realidade torna-se cada vez mais necessário e uma questão de sobrevivência. Participar dessa transformação é um problema complexo, que vai exigir resiliência e ação de empresas, governos, e indivíduos para que mais pessoas possam viver, aprender e trabalhar na era digital.

Foto: Divulgação

 

 

*Luiz Marcatti é sócio e presidente da Mesa Corporate Governance

 

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.


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