Opinião

Erros que comprometem as finanças de uma empresa

"Um erro muito comum cometido na análise de resultados, é a confusão dos gastos em custos e despesas"

Éderson Leandro Rigon*
23/11/21 às 20h00

Os erros de gestão financeira nem sempre são perceptíveis de imediato e podem de forma gradativa e silenciosa comprometer os resultados e o fluxo de caixa. Logo, ter informações seguras e tomar decisões rápidas, são fundamentais para saúde financeira da empresa.

Um erro muito comum cometido na análise de resultados, é a confusão dos gastos em custos e despesas. Embora ambos devem estar relacionados na demonstração de resultados, os custos são gastos necessários para que os produtos ou serviços estejam em condições de venda. Já as despesas, são gastos oriundos das vendas, e para a manutenção das atividades administrativas.

Num processo de revisão de gastos, é muito comum a utilização do termo “cortar custos”. Porém, ao cortar custos, é preciso analisar se também não está sendo cortada a capacidade produtiva da empresa, o que também impactará na capacidade de vendas.

Não diferenciar lucro e caixa, é outro erro comum. O 13º salário dos funcionários, por exemplo, é uma espécie de gasto que geralmente é pago em duas parcelas, sendo uma em novembro e outra em dezembro. Para a determinação do resultado, o 13º salário deve ser considerado como gasto em todos os meses do ano, e uma reserva deve ser feita para o momento em que impactará no caixa da empresa, ou seja, quando for pago.

O desgaste de equipamentos utilizados pela empresa é outro exemplo de gasto que deve constar mensalmente na demonstração de resultados, mas que o impacto no caixa ocorrerá quando o equipamento necessitar de reparo, ou ser substituído. Muitas empresas recorrem a empréstimos, com juros elevados, impactando ainda mais os resultados, por não se atentarem à necessidade de mensurar corretamente o resultado para projetar a necessidade de caixa.

Misturar as finanças pessoais e empresariais é outro erro bastante comum, principalmente nas pequenas e médias empresas. Muitas vezes os sócios têm o hábito de fazer retiradas aleatórias do caixa da empresa para pagar as despesas pessoais. Essa prática, além de incorreta do ponto de vista fiscal, gera vários transtornos na gestão financeira, pois perde-se o controle sobre a real lucratividade da empresa.

Todo empresário precisa definir uma quantia de pró-labore e partir disso efetuar o pagamento das despesas particulares. Numa gestão financeira séria, o caixa da empresa não pode ser confundido como um caixa eletrônico, onde basta sacar o dinheiro para suprir as necessidades pessoais.

Todos os erros acima só serão sanados a partir de informações claras, objetivas e seguras, amparadas em relatórios financeiros e contábeis. Logo, não adianta ter apenas anotações de tudo o que entra e o que sai da empresa, pois isso servirá apenas para um banco de dados, mas não para informações e decisões. Portanto, não se deve cometer o erro de ignorar a necessidade da contabilidade para a empresa.

 

(Foto: Arquivo pessoal)

*Éderson Leandro Rigon é mestre em contabilidade e professor universitário em Araçatuba.

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

Gostaria de ter artigos publicados no Hojemais Araçatuba? Entre em contato pelo e-mail redacao@ata.hojemais.com.br  







 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
  26/01/22 às 20h00
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM OPINIÃO
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Empresa Jornalística e Editora LTDA
32.184.870-0001/54
Editor responsável:
Aline Galcino - MTB: 43087/SP
aline.galcino@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2022 - Grupo Agitta de Comunicação.