Opinião

Esclarecimento à população de Araçatuba

"Na mesma data em que se exalta a importância da dedicação da Mulher, recebi um comunicado de que estou proibida de entrar na mesma Santa Casa de Araçatuba, que defendi suas necessidades com tanto amor"

Maria Ionice Viera Zucon
10/03/22 às 21h54

Venho a público para prestar esclarecimentos necessários à restauração da verdade que sempre pontuou a minha trajetória profissional e vida pessoal. Desde 2006 realizo trabalho voluntário na Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba, inicialmente na condição de integrante da Pastoral da Saúde, posteriormente na coordenação da Comissão de Captação de Recursos, e cumulativamente na condição de tesoureira da diretoria da instituição.

Passei a ocupar esses cargos não por vaidade pessoal e sim, movida pelo espirito voluntário que é próprio de minha essência e habituais de várias pessoas de minha família.

Ao ser convidada para ocupar os cargos de Tesoureira e Coordenadora de Captação (Trabalho totalmente voluntário), aceitei com a humildade com que se recebe uma missão dada por Deus e procurei exercê-los com seriedade e dedicação por saber que alguém ou muitos alguéns precisariam do que fomos buscar durante todos esses anos.

Importante ressaltar que essas funções me aproximaram ainda mais de pessoas dos variados segmentos da comunidade de Araçatuba e junto às prefeituras 40 municípios que têm na Santa Casa de Misericórdia referência de tratamentos especializados.

À essas instituições incluo o Ministério Público do Trabalho, Justiça do Trabalho, a Amatra (Associação dos Magistrados), CPFL Energia, os Rotarys Clubes de Araçatuba, redes de supermercados e farmácias, pecuaristas e instituições como por exemplo, a Campanha de Combate ao Câncer de Araçatuba.

Foram nestas e centenas de outras portas que fui bater muitas vezes para pedir ajuda para o hospital que padecia de crise financeira tão grave, a ponto de as prateleiras da dispensa da cozinha ficarem praticamente vazias, e não haver recursos para pagar os quimioterápicos necessários para ao menos uma semana de sessões pelos pacientes oncológicos agendados para receber o tratamento.

Pela graça de Deus e pelo coração acolhedor dos representantes das empresas e instituições acima citadas e muitas outras pessoas que preferiram se manter no anonimato, essas portas sempre se abriram e proveram as necessidades urgente e inadiáveis.

Por tudo, a Santa Casa de Araçatuba voltou a ocupar o centro das atenções das comunidades locais e regionais, que passaram a realizar doações pontuais e eventos como vários realizados em Santópolis do Aguapeí, Braúna, Bilac e Gabriel Monteiro.

Por ocasião dos dois primeiros e graves ciclos da covid-19, as doações explodiram e muitas vezes tivemos que improvisar espaço para acomodar as imensas quantidades de bens recebidos.

Não é novidade à população de Araçatuba que existe uma celeuma entre o Conselho Administrativo e Diretoria, disputa política, diga-se de passagem, da qual nunca fiz e nem faço parte.

Infelizmente desde agosto do ano passado estou sendo vítima de inverdades. Quase que diariamente, meu nome passou a ser citado em uma emissora de rádio com acusações, mentirosas, caluniadoras e difamatórias.

Segunda-feira (7), por volta das 17h30, saí da Santa Casa acompanhada do senhor José Wagner Trivelatto, que foi até o meu carro e conversando comigo sobre assuntos diversos. Nada além disso.

No entanto, nesta terça-feira (8), Dia Internacional da Mulher, fui surpreendida com a “notícia” de que saí com a polícia e com um coro de funcionários cantando o bota fora. Isso é a mais absoluta mentira.

Para minha tristeza e surpresa, na mesma data em que se exalta a importância da dedicação da Mulher, recebi um comunicado de que estou proibida de entrar na mesma Santa Casa de Araçatuba, que defendi suas necessidades com tanto amor.

Até aqui permaneci em silêncio em relação a todas as acusações. No entanto, decidi prestar estes esclarecimentos e ao mesmo tempo, colocar-me à disposição das autoridades e pessoas interessadas e comprometidas com a verdade.

Esse esclarecimento era necessário a todos que conhecem o meu caráter, aos meus familiares que têm sofrido por causa desta campanha difamatória e a todos que abriram as portas de suas empresas e seus corações para atender aos pedidos de ajuda que fiz em todos esses anos.

Em relação às injúrias, calúnias e difamações, tomarei as medidas cabíveis.

Foto: Reprodução

 

 

Maria Ionice Vieira Zucon, conhecida pelo trabalho social que realiza há anos em Araçatuba, exercia o trabalho voluntário de tesoureira na Santa Casa

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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