Opinião

Identidade Digital Universal

"... uma empresa americana encabeçada por alguns dos mestres em inteligência artificial, como a OpenAI por exemplo, que é uma das pioneiras no assunto, criou uma solução que tem como objetivo cadastrar a íris de cada cidadão do globo terrestre para servir como identificador da identidade digital universal"

*Cassio Betine
24/09/23 às 12h25
Imagem: Pixabay

Algumas empresas de tecnologia estão trabalhando em projetos de criptomoeda biométrica com objetivo de criar uma identidade digital única para cada habitante do mundo.

Esse conceito de identidade digital universal seria um conjunto de informações que identifica uma pessoa ou uma entidade na internet, de forma única e confiável, usando as tais tecnologias Blockchain - uma tecnologia altamente segura que agrupa informações que se conectam por meio de criptografia. E essas empresas que têm interesse em criar uma identidade digital universal acreditam que esse tipo de mecanismo ajudará muito a rotina de uma pessoa ou corporação.

Segundo os empresários, a identidade serviria para muitas coisas, como por exemplo, facilitar o acesso a serviços online em qualquer parte do mundo com mais segurança, mantendo total privacidade dos dados pessoais. Ou até mesmo melhorar a experiência do usuário através de serviços personalizados, integrados e adaptados às suas preferências e necessidades, inclusive para o acesso a serviços essenciais, como saúde, educação, finanças, etc.

A ID2020 é uma espécie de aliança global sem fins lucrativos que busca fornecer identidades digitais inclusivas e seguras para pessoas que não têm acesso a identificação oficial. Eles estão trabalhando em parceria com órgãos governamentais, empresas de tecnologia e organizações sem fins lucrativos para desenvolver soluções de identidade digital. Mas uma empresa em particular adotou uma estratégia bem ousada e, digamos, audaciosa.

A WorldCoin, uma empresa americana encabeçada por alguns dos mestres em inteligência artificial, como a OpenAI por exemplo, que é uma das pioneiras no assunto, criou uma solução que tem como objetivo cadastrar a íris de cada cidadão do globo terrestre para servir como identificador da identidade digital universal. E o principal argumento é que, num futuro bem próximo, essa será a forma mais segura de diferenciar os humanos dos robôs e clones digitais. Se esses caras estão pensando nisso, com certeza deve haver algum motivo. Tanto que estão inclusive pagando para pessoas deixarem escanear sua íris e registrar alguns dados pessoais. 

Bem provável que isso possa trazer benefícios, mas será que um cadastro único de cada cidadão não pode se desdobrar também em possíveis problemas? Não estaríamos todos vulneráveis demais considerando que nossos dados sigilosos possam cair nas mãos de pessoas ou projetos “suspeitos”?

Devemos lembrar também que há um movimento muito forte de uma governança global que visa alguns objetivos comuns, entre eles a segurança online, proteção de dados, dependências fiscais e monetárias, entre outros. Tudo isso parece mesmo um tanto quanto inevitável de acontecer. Resta esperarmos para ver até onde isso chegará.

Foto: Divulgação

 

 

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

 
 

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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