Opinião

Inovação: chave para se adaptar às mudanças

"Questionar os dogmas existentes no negócio atual é um dos primeiros caminhos para estar mais aberto, flexível e mudar o padrão convencional de pensamento"

Luiz Marcatti
12/12/22 às 12h02

Os tempos de mudança provocam as empresas para serem mais competitivas e se manterem relevantes. É também o momento em que a inovação ganha maior relevância, indo além da sua aplicação na forma  incremental, seja na produtividade ou em processos mais eficientes, tornando-se necessárias fazer mudanças nos processos estratégicos. Para tanto, além de aprimorar o que já existe, é preciso criar cenários que antecipem mudanças e, ao mesmo tempo, possibilitem às empresas desenvolver novas capacidades que serão a base de novas oportunidades de negócios.

Antes de buscar a diferenciação para dar início a essa jornada, alguns princípios novos devem ser incorporados ao negócio da empresa. Questionar os dogmas existentes no negócio atual é um dos primeiros caminhos para estar mais aberto, flexível e mudar o padrão convencional de pensamento. Estar atento aos sinais internos, externos e identificar as descontinuidades que podem transformar o setor e o negócio, significando também entender as mudanças de hábitos e as habilidades profissionais necessárias. Assim, a empresa pode se autoavaliar como um conjunto de competências e recursos, em vez de fornecedor específico de produtos e serviços para um determinado mercado.

Nessa transformação, o processo da inovação começa com a definição da arquitetura de inovação, que contém os principais vetores de desenvolvimento da empresa no futuro. Inicialmente, o nível estratégico determinará os novos cenários de futuro e as oportunidades que a empresa irá perseguir. Este também deve se alinhar ao nível operacional, para juntos construírem os aprendizados a partir das novas capacidades criadas com a gestão do conhecimento dessa fase, incorporando novos recursos.

Do ponto de vista da governança, é importante refletir sobre alguns pontos para a inovação estratégica da empresa: a clareza quanto a estratégia atual e o que o processo de inovação poderá incorporar na criação de novos negócios; a imersão estratégica que repensa o negócio em um novo contexto e envolve os conselheiros; o cenário estratégico de futuro como veículo para obter consenso da nova direção estratégica da empresa; o processo de monitoramento estratégico que acompanha e reavalia os cenários e os objetivos de longo prazo.

Existe um longo caminho de aprendizado sobre o processo que ainda está engatinhando, mas uma coisa é certa: as empresas precisam estar muito mais abertas e antenadas para o mundo externo do que jamais estiveram. Num mundo com mudanças intensas e globais, o comprometimento com a inovação é vital para as empresas que queiram longevidade.

Foto: Murillo Constantino

 

 

 

Luiz Marcatti é sócio e presidente da MESA Corporate Governance

 


** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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