Embora esteja no fim, março é o mês de conscientização e prevenção de doenças renais em pets e leva o nome de Março Amarelo Pet. Assim como os humanos, cães e gatos possuem naturalmente dois rins. É nesses órgãos que ocorre a filtração do sangue, a reabsorção de elementos benéficos e a eliminação de elementos nocivos ao organismo do animal.
A insuficiência renal consiste no mau funcionamento dos rins e a limitação de suas funções, onde há perda da capacidade de filtrar, e o sangue poluído retorna para o corpo, levando ao aumento da pressão arterial, entre outras complicações na saúde do animal.
A insuficiência renal (IR) é uma doença grave que acomete, com frequência, cães e gatos de todas as idades. É caracterizada pela perda da função dos rins. Muitos animais podem ter a doença e permanecer assintomáticos, ou seja, não demonstrar muitos sinais durante um tempo.
São diversas as causas da insuficiência renal em cães e gatos, sendo algumas delas: idade, obesidade, alimentação, doenças infecciosas e problemas dentários. Algumas raças de cães e gatos também têm uma maior predisposição a desenvolver a doença.
As insuficiências renais são classificadas em agudas ou crônicas. A insuficiência renal aguda tem maior chance de ser reversível e manifesta-se por meio de muita dor. Já a insuficiência renal crônica se desenvolve de forma silenciosa e contínua, o que dificulta o tutor perceber que há algo de errado. Em ambos os casos, a melhor alternativa para evitar os malefícios da doença renal é o acompanhamento com médico-veterinário e exames preventivos.
Os sintomas da doença renal canina e felina incluem vômito, diarreia, fraqueza, perda de peso, redução do apetite, hálito com odor forte, feridas (úlceras) dentro da boca do animal e focinho.
Ficar atento aos sintomas é muito importante, porém os sinais só aparecem quando há 75% de perda das funções renais. Por isso é tão importante o acompanhamento preventivo com um profissional. Exames preventivos são fundamentais para o diagnóstico precoce, o que facilita a reversão da doença, o tratamento e a preservação.
O diagnóstico e tratamento devem ser realizados por um médico-veterinário capacitado, que deve acompanhar o animal constantemente, com exames e medicamentos, quando necessários.
Para o tutor, identificar os sinais da doença no seu pet pode ser difícil, por isso, o recomendado é aumentar a ingestão de água do seu animal e no mínimo duas vezes ao ano, levar seu pet ao veterinário para exames e acompanhamento preventivo. Com o avanço da medicina veterinária, já existem exames que são capazes de detectar a doença renal no início, o que facilita as intervenções clínicas e a sobrevida do animal.
