Opinião

Metaverso

"(...) muitas coisas que podemos fazer no mundo físico também poderão ser feitas no mundo digital – inclusive sexo"

Cássio Betine*
09/01/22 às 13h00

O ano 2022 promete muitas mudanças e novidades tecnológicas. Na verdade, a todo momento pesquisas e descobertas estão acontecendo nas mais diversas áreas no mundo todo (e até no espaço), mas segundo especialistas, a grande novidade que bate à porta é o tal metaverso, que poderá revolucionar a forma que vivemos.

Com certeza você já deve ter ouvido essa expressão, que numa tradução livre seria mais ou menos como universo ampliado. E parece que a ideia é isso mesmo: a ampliação do universo físico da humanidade.

E quando falamos em ampliação, significa que muitas coisas que podemos fazer no mundo físico também poderão ser feitas no mundo digital – inclusive sexo. Sim, já mencionei logo essa questão porque parece algo impensável de ser praticado sem a existência de dois corpos no mesmo local. Pois saiba que isso já existe, já é praticado e será aprimorado para relações mais realísticas no universo paralelo.

Neste final de ano, Seul, na Coréia do Sul, realizou seu famoso Réveillon já no metaverso, permitindo que cidadãos de qualquer parte do mundo sentissem a energia e emoção da festividade de um dos maiores eventos que eles realizam, o Bosingak Bell Ringing, que é o badalo de um sino bem grande localizado em uma das ruas do centro da cidade, à meia-noite.

Utilizando câmeras, microfones, drones e outras tecnologias de altíssima qualidade, eles transmitiram o evento on-line permitindo que as pessoas pudessem ter sensações bem próximas às reais, dependendo dos aparelhos que estiverem usando, como óculos de realidade aumentada, por exemplo.

Mas no metaverso pode caber tudo, desde uma sala de aula onde o aluno pode “andar” pelo ambiente virtual e interagir com amigos e professores, até se passear por uma cidade totalmente virtual fiel à verdadeira – algumas já estão trabalhando nisso, inclusive estão vendendo terrenos virtuais. Será possível fazer turismo sem sair de casa, entrar numa loja que visitou nessa viagem, comprar um souvenir e recebê-lo em sua casa fisicamente.

E isso, ainda segundo os especialistas, será o grande lance, a interoperabilidade. Ou seja, a conexão entre os mundos físico e digital, e as plataformas, como games, redes sociais, sites de e-commerce, etc.

Tudo isso dependerá de potentes conexões e cobertura global de internet, o que já está acontecendo. Centenas de satélites da StarLink estão posicionando seus transmissores de sinal para as localidades mais remotas do mundo e a internet de 5ª geração é uma realidade, inclusive no Brasil. Somando isso as tecnologias que imitam (ou reproduzem) os sentidos humanos (visão, audição, tato, olfato e paladar), parece mesmo que quase tudo poderá ser possível nesse metaverso.

Se quiser ver mais um pouco sobre isso, veja o vídeo a seguir. 

Vale a pena ficar por dentro.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Cassio Betine é head do ecossistema regional de startups, coordenador de meetups tecnológicos regionais, coordenador e mentor de Startup Weekend e pilot do Walking Together. Cássio é autor do podcast Drops Tecnológicos

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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