Antigamente mais, hoje menos, a campanha eleitoral é uma espécie de trote estudantil. Até passam a mão na bunda do candidato. Quer chegar lá, vai submeter. Quem é candidato por uma vez, fazendo campanha, nem que seja a vereador, conhece bem o nosso povo. Conhece mais a voz do capeta do que a de Deus.
Em 1988, uma senhora entrou no meu comitê (naquela época era uma exigência) dizendo que precisava fazer o aniversário de sua filha. Relacionou o que cada candidato a prefeito ia dar para fazer a festa. E passou qual era a minha cota. Olhei bem na cara dela e disse: "Na minha casa, quando não tenho dinheiro, não faço festa. Passe bem!" Já fui malvado!
DEBATE POLÍTICO
Em 1988, fui candidato a prefeito. Eu era um menino de 40 anos. Hoje me acho assim, mas na época me considerava preparadíssimo com meus seis anos na vereança.
A SPTV Rio Preto organizou um único debate dos candidatos de Araçatuba no dia 27/10/1988. Na época, a eleição acontecia no feriado de 15 de novembro. Como não tínhamos canal de televisão no município, o horário gratuito era só no rádio.
O debate do dia 27/10 foi de manhã. Chuva torrencial, todos em casa, minha candidatura cresceu. Fui bem.
Mas a candidata vitoriosa nas urnas, Germínia Venturolli, não compareceu. No resultado eleitoral, eu fiquei em terceiro e o deputado federal João Rezek em quarto lugar, ganhei do fazendeiro. Nesse ano, 1988, Erundina elegeu-se prefeita de São Paulo.
NÃO TEMOS DIREITA DEMOCRÁTICA
Dentre os presidenciáveis mais expostos, todos são de direita autoritária, vão dar anistia aos golpistas caso sejam eleitos.
Como admitir que um ex-governador de dois mandatos tenha apenas 10% dos votos em Minas Gerais. Zema, em vez de conhecer o Brasil, vai visitar El Salvador, um país menor que estados brasileiros, que é governado por um ditador.
Zema precisa viajar pelo Brasil. Aproveitar a campanha eleitoral para fazer isso.
QUEM FICA COM O CENTRÃO?
Fizeram essa pergunta ao presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) quando recentemente esteve em Araçatuba-SP. E ele respondeu que seria com o Lula, pois os partidos que compõem o Centrão se declararam neutros.
A neutralidade ficou barata depois da aprovação do financiamento de campanha pelos cofres públicos, os candidatos do Legislativo não precisam do dinheiro do candidato do Executivo para fazer campanha.
O Centrão espera 2030 para apoiar Tarcísio Freitas para presidente, pois todos eles apoiam o governador na rua reeleição.
Aguardemos.
