Opinião

O Código de Defesa do Consumidor pode alavancar as suas vendas

"Fato é que os empresários acabam por olhar apenas os ônus que a legislação traz, principalmente e geralmente, por vir acompanhado de um custo operacional extra, não previsto no orçamento"

Danilo Zaninelo*
22/12/21 às 16h45

Após quase dois anos de pandemia, o comércio volta a ficar otimista com a reabertura somado às vendas de fim de ano. Junto com o aquecimento das vendas, também há o aumento com as normativas previstas pelo CDC (Código de Defesa do Consumidor).
    
Não é incomum encontrarmos clientes descontentes com o pós-venda ou garantia que não ocorreu como prevê a lei, assim como há muitos comerciantes de cabeça quente com a extensa lista de direitos garantidos aos consumidores.
    
Mas, e se não houvesse o CDC, será que os comerciantes dariam respaldo aos clientes?
    
Certamente, haveriam casos de abuso por parte de algumas empresas, entretanto, com o avanço da tecnologia e o efeito catastrófico que tem uma postagem de reclamação nas redes sociais, qualquer empresa que tivesse problemas recorrentes com consumidores certamente não conseguiria manter-se de portas abertas por muito tempo.

Fato é que os empresários acabam por olhar apenas os ônus que a legislação traz, principalmente e geralmente, por vir acompanhado de um custo operacional extra, não previsto no orçamento.

Com consumidores mais informados e exigentes, as empresas devem estar cada vez mais preparadas para atender as determinações impostas pela lei consumerista, garantindo não só os direitos dos consumidores, mas também resguardando-se de eventuais litígios, que acabam se tornando caros não só pelo resultado do processo em si, mas principalmente pelo desgaste a que é submetido a marca, trazendo muitas vezes, prejuízos incalculáveis. 
    
Por esses e outros motivos, o CDC é visto pelos empresários como um inimigo que vem defender de forma incrédula o seu protegido. Mas, e se olhássemos de uma outra ótica? Ao invés de vilão, o víssemos como um guia de boas práticas?
    
Sim, há um custo por trás de todas as regras a serem seguidas, todavia isso certamente pode ser absorvido por aumento no volume de vendas. Quem sabe considerando o investimento em “experiência do cliente” como sendo um investimento de publicidade. Sabe-se que um cliente satisfeito, devido a uma boa experiência no processo de compra ou consumo, não só tende a voltar, mas também é a melhor propaganda que uma empresa pode ter.
    
Então, invista nessa experiência, adote controle de qualidade e segurança, tome cuidado para não induzir o consumidor a erro em promoções ou divulgações, faça com que ele saiba exatamente o que está comprando, informe-o sobre a política de assistência, troca ou devoluções e facilite seu objetivo.
    
Dessa forma você não só estará agindo de acordo com as exigências legais, mas também terá uma ótima reputação e, sem dúvida, fidelizará sua clientela e aumentará o seu faturamento. Por fim, boas vendas.

(Foto: Arquivo pessoal)

*Danilo Zaninelo é advogado em Araçatuba

**Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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