Quando o primeiro Jogos Mortais ( SAW ) foi lançado, em 2004, ninguém imaginaria que um filme modesto, com roteiro simples, mas com uma reviravolta surpreendente, moldaria o gênero dos filmes de suspense e terror a partir dali.
Quase 20 anos após a criação de James Wan e Leigh Whannel, e oito filmes da franquia (sendo os sete primeiros totalmente interligados e lançados ano após ano), um novo capítulo foi apresentado ao público nesse ano: Espiral – O Legado de Jogos Mortais .
O que mais chamou atenção dos fãs não foi mais um episódio de armadilhas e artimanhas que justificariam uma punição a alguém que cometeu alguma atrocidade, mas sim quem estava na produção executiva da história: Chris Rock.
Conhecido por diversas comédias e ter sua vida retratada no seriado Todo Mundo Odeia o Chris , o astro chamou atenção ao ser um dos principais responsáveis pela trama. Quando as atenções já estavam voltadas para o longa por essa escalação, e também por contar com Samuel L. Jackson, o trailer caiu nas graças do fandom e teve os olhares centrados para uma ideia: a franquia receberia um novo começo.
Os apreciadores não estavam de todo errado. Há uma nova atmosfera no filme. É muito semelhante a Seven – Os Sete Pecados Capitais ou O Colecionador de Ossos , o que, por si só, já empolgaria. Mas a trama é rasa e se quer é digna de ser chamada de legado do que foi apresentado lá em 2004.
Chris Rock está carregado na interpretação. Afobado e histérico, o personagem parece viver com adrenalina a mil. Fora que, a cada quatro falas do personagem, pelo menos três são recheadas de palavrões que não acrescentam em nada a história.
