Opinião

O superávit regional

Ranking dos produtos exportados pelos municípios da região evidencia uma pauta exportadora concentrada

Marco Aurélio Barbosa de Souza*
11/05/19 às 15h00

A inserção das empresas da região no mercado internacional é um elemento importante e impulsionador do desenvolvimento econômico local. E, entre as estatísticas disponíveis para avaliar essa inserção, a mais conhecida é a balança comercial.

A balança comercial municipal é formada pelo fluxo de exportações e importações. Quando as exportações superam as importações o resultado é chamado de superávit comercial, o inverso de déficit comercial.

Neste contexto, informações do Ministério da Economia referentes ao período de janeiro a abril de 2019 comparadas ao mesmo período de 2018 apresentam resultados positivos em relação ao saldo da balança comercial de algumas cidades da região: Araçatuba, Birigui, Penápolis, Andradina e Guararapes.

As exportações cresceram 42,03% no comparativo passando de US$ 94.522.651 para US$ 134.251.874, enquanto as importações reduziram 30,88%, de US$ 24.239.554 para US$ 16.753.991. Dessa forma, o saldo comercial aumentou de US$ 70.283.097 para US$ 117.497.883, crescimento de 67,18% no período analisado. Foram 60 empresas exportadoras e 57 empresas importadoras que realizaram intercâmbio com o exterior.

Os principais produtos exportados foram carnes diversas (44,37% do total exportado), álcool (16,16%), couros e peles (8,43%) e açúcar (7,73%).

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O ranking dos produtos exportados evidencia uma pauta exportadora concentrada tendo em vista que os quatro principais produtos representam 76,69% do total exportado.

Em relação aos principais países compradores dos produtos das empresas locais os destaques foram para a China (36,39% do total), EUA (25,87%), Japão (4,18%), México (3,9%) e Argélia (3,45%).

O resultado da inserção internacional local neste primeiro quadrimestre do ano é positivo em comparação ao desempenho da balança comercial brasileira, cujo superávit comercial entre janeiro e abril de 2019 recuou 8,7% em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os desafios regionais estão relacionados a necessidade de diversificação da pauta exportadora, a ampliação dos países compradores e do número de empresas exportadoras.

 

 

 

Marco Aurélio Barbosa de Souza é economista e administrador, mestre em economia pela Unesp de Araraquara e pesquisador da área de economia local/regional.

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