Opinião

O voluntariado e uma sociedade mais justa

"Atualmente as transformações sociais, com as decorrentes reformas do Estado, embaralharam as tarefas estritamente públicas com as privadas, o que foi bom por um certo ponto, pois o povo, destinatário de todos os esforços, é um só e deseja resultados, acima de tudo"

Vanilda Maria Barboza*
24/11/21 às 20h00

O voluntariado é uma das formas mais antigas e transformadoras de participação cidadã na nossa sociedade, pois é o meio com o qual todo cidadão, independente de escolaridade, religião, cor, condição financeira ou física, pode fazer a diferença no meio em que vive. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), mais de 1 bilhão de pessoas se engajam em ações voluntárias em todo o mundo.

Para a entidade, o voluntariado é uma expressão básica das relações humanas. Trata-se de uma maneira de fazer as pessoas participarem das suas sociedades e sentirem que elas são importantes para os outros. Um grupo social saudável é aquele no qual cidadãos se engajam na transformação e no conhecimento da vida de outro que necessita de ajuda.

Nos bairros e comunidades, nos grupos de autoajuda, nos clubes, nas igrejas, nas associações culturais e esportivas, nas instituições sociais e nas empresas, um número imenso de pessoas se ajuda.

Ao assumir a atitude de ser voluntário, o cidadão está participando, de forma efetiva, da luta por uma sociedade melhor, com menos injustiça, menos violência e menos desigualdade. Ou seja, ele estará ajudando a quem precisa, ao mesmo tempo em que contribui com a construção de um lugar muito melhor para sua família e seus amigos viverem.

Pessoas em todo o mundo se engajam em ações de voluntariado, por uma grande variedade de razões: ajudar a eliminar a pobreza, garantir educação básica e saúde, superar questões de desenvolvimento, reduzir os riscos de desastre e combater a exclusão social. Conhecer novas realidades, ter experiências de vida distintas do que já se vivenciou, contribuir para a transformação social e o bem-estar do próximo e, ainda, somar capacidades que farão a diferença na vida de quem o pratica.

O trabalho voluntário agrega tudo isso à cada pessoa que se dedica a fazê-lo. Tal ação não deve ser confundido com o assistencialismo, pois tem como objetivo despertar as pessoas para os seus direitos e deveres como cidadãos e também para a força que passam a ter quando se organizam em solidariedade coletiva, a melhor forma de amor ao próximo.

Atualmente as transformações sociais, com as decorrentes reformas do Estado, embaralharam as tarefas estritamente públicas com as privadas, o que foi bom por um certo ponto, pois o povo, destinatário de todos os esforços, é um só e deseja resultados, acima de tudo. Neste sentido, o voluntariado é o principal pilar do Terceiro Setor, que tanto colabora para o desenvolvimento da coletividade. Todas as obrigações são do Estado, e não fosse o Terceiro Setor, os recursos e os braços do poder público não seriam capazes de cumpri-las. 

A atuação voluntária constitui uma das formas de realização de uma cidadania ativa e participativa, materializando solidariedade social. Portanto, deve ser estimulada pelos governos como meio de fortalecer a integração de classes, promover a igualdade, a inclusão e a promoção humana no caminho dos valores cristãos e no sentido da incansável busca de fraternidade universal.

Num mundo marcado por relações comerciais, trabalhar sem a intenção de receber uma remuneração em dinheiro é um gesto enorme de humanidade e um passo gigante para conquistar uma sociedade mais justa. O voluntariado deve sempre ser motivado por valores como justiça, equidade e liberdade. Uma sociedade que promove e se engaja no voluntariado é mais cidadã e justa.

 

(Foto: Divulgação)

*Vanilda Maria Barboza é presidente da Associação de Amparo ao Excepcional Ritinha Prates, de Araçatuba (SP)

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo comunicação.

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