Opinião

Putin, o déspota

"Como Hitler enganou o povo alemão com o nazismo, Putin faz o mesmo com o povo russo, dando início a uma guerra com justificativas retóricas e mentirosas, tal como, falsamente, 'acabar com o nazismo na Ucrânia'".

Adelmo Pinho
07/03/22 às 11h06

O presidente russo, Vladimir Putin, é um déspota sem controle. Está como governante da Rússia há mais de duas décadas e possui plano para continuar no poder até 2036. Ele domina os Poderes Legislativo e Judiciário na Rússia, altera leis, manda e desmanda.

Ex-agente da “KGB” (serviço secreto da então União Soviética), foi chefe dos serviços secretos soviético e russo. Pela sua história e perfil, Putin não se preocupa com a vida humana. Para ele, matar faz parte de uma estratégia para atingir um objetivo. Atualmente esse tirano pretende o domínio sobre a Ucrânia, país soberano da Europa, com representantes eleitos democraticamente.

Putin é uma ameaça não só a Europa, mas ao mundo. Ele diz “não” à diplomacia mundial e inicia uma guerra contra um país de menor poderio bélico, atacando e matando, inclusive civis, o que pode ser considerado como crimes de guerra. A coragem dos ucranianos nessa guerra é invejável, mas a Rússia detém armas e soldados em número muito superior à Ucrânia.

Como Hitler enganou o povo alemão com o nazismo, Putin faz o mesmo com o povo russo, dando início a uma guerra com justificativas retóricas e mentirosas, tal como, falsamente, “acabar com o nazismo na Ucrânia”. Vale aquela máxima, “na guerra, a primeira vítima é a verdade”. Putin possui aliados de “esquerda e de direita”, valendo para estes os seus interesses para com a Rússia, não a paz e a preservação da vida humana.

A Ucrânia, por não ser um país membro da OTAN (grupo de trinta nações norte-americanas e europeias) está à mercê do ataque russo. A ONU (Organização das Nações Unidas), apesar de sua inegável importância, não pode agir diretamente no conflito.

O cenário é de um país (Ucrânia) sendo massacrado e o mundo vulnerável, com a possibilidade de uma guerra nuclear ou mesmo de uma terceira guerra mundial. Fica claro, assim, que interesses econômicos e políticos sem controle estão colocando em risco a existência humana.

Nesse contexto, só nos resta a busca pelo otimismo e paciência ( “em paz”, na sua etimologia original), para que sanções de natureza econômica barrem e intimidem Putin, o covarde e insano tirano russo.  

Foto: Divulgação

 

 

Adelmo Pinho é promotor de Justiça do Tribunal do Júri em Araçatuba

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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