Opinião

Que em 2021 não nos falte sol

Em 2020, a indústria de energia solar conseguiu não só bater recordes como entra em 2021 com expectativas ainda melhores

Francis Polo*
13/01/21 às 18h23

Em 2020, poucos setores puderam se vangloriar de crescimento no Brasil e no mundo. Em meio a uma pandemia global e expectativas de retração recorde na economia, a indústria de energia solar conseguiu não só bater recordes como entrará em 2021 com expectativas ainda melhores.

As instalações de geração solar no nosso País tiveram salto de 70% no ano, para 7,5 GW (Gigawatts), quase metade da capacidade da hidrelétrica de Itaipu, segundo dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). O desempenho não passou batido entre investidores, e levou grandes empresas elétricas globais e locais a ampliar apostas na tecnologia na maior nação da América Latina.

O sistema de energia solar tornou-se uma opção para empresas e cidadãos, especialmente no momento de pandemia pelo qual o país e o mundo passam. Em meio a este cenário de crise econômica e diminuição de renda, a população brasileira encontrou na energia fotovoltaica uma alternativa efetiva para a redução de custos e acesso à energia, e que não prejudica o meio ambiente.

A facilidade de acesso a este tipo de funcionalidade deve aumentar, ainda mais, uma vez que tramita no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) 5.239/2020, que prevê linhas de crédito com juros baixos para que famílias menos favorecidas comprem equipamentos de energia solar.

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Os dados da Absolar apontam também que o agronegócio é o terceiro setor que mais utiliza energia solar fotovoltaica (13%) no Brasil, atrás dos consumidores residenciais e do setor de comércio e serviços (76%). A indústria responde por 9% e poder público 1%.

E esses números devem crescer ainda mais. O PDE (Plano Decenal de Energia) 2030, em consulta pública no Ministério de Minas e Energia, estima que, até 2030, a MMGD (micro e minigeração distribuída) deve contribuir com 4,6% e 3,2% da carga total de energia, nos cenários verão e primavera, respectivamente.

No cenário verão, o Brasil opta em manter uma política de grande incentivo para a MMGD, fazendo mudanças sutis na regulação, e chegará a 2030 com 24,5 GW de capacidade instalada e geração de 4,3 GW.

Já no cenário primavera, há remoção dos incentivos tarifários, mas o investimento continua atrativo, e a projeção é que a capacidade instalada alcance 16,8 GW e a geração 2,9 GW.

Ainda de acordo com as projeções do PDE, a energia solar fotovoltaica deve representar 93% da capacidade instalada e responder por 79% da energia gerada de MMGD em 2030, no cenário verão.

Meu desejo é que em 2021 não nos falte sol, que a beleza não se perca e que as pequenas coisas nos façam mudar. Que a felicidade não erre o caminho da casa de ninguém e que todos tenham saúde, acima de tudo.

(Foto: Divulgação)

 

* Francis Polo é empresário do setor fotovoltaico em Araçatuba (SP).


** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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