Opinião

Que falta faz um abraço! Cadê os sorrisos?

"Nem me lembro quando foi a última vez que dei ou que recebi um abraço, daquele que acalma o coração, que enche a alma de paz e de tranquilidade. Que nos fazer sentir protegidos e amados"

Lázaro Jr.
24/12/20 às 20h17

Este Natal de 2020 me fez refletir o quanto este ano foi de perdas individuais e para toda humanidade. Milhares de pessoas no mundo foram retiradas do convívio de suas famílias e muitos sequer puderam se despedir daqueles que se foram brevemente, sem nenhum aviso. Em muitos casos, foram dias e até meses de incerteza, de esperança, mas a pessoa querida não voltou.

E quem felizmente não teve que conviver com a perda de uma pessoa próxima, também perdeu. Perdeu a possibilidade de um abraço. Hoje vivemos em uma sociedade em que não é permitido se abraçar, pois isso tornou-se um gesto de respeito e de carinho pelo próximo. A palavra que mais se ouviu foi o distanciamento.

Ah como faz falta um abraço. Quantas vezes eu não cheguei em casa sozinho, com algo que me deixou triste durante o dia e não tinha quem abraçar. E mesmo que tivesse, não poderia. Nem me lembro quando foi a última vez que dei ou que recebi um abraço, daquele que acalma o coração, que enche a alma de paz e de tranquilidade. Que nos faz sentir protegidos e amados. Não vejo a hora disso tudo passar, pra eu poder abraçar quem me faz bem. Aquele abraço apertado, que te leva pro céu.

Além do abraço, perdemos os sorrisos. Onde estão os sorrisos? Escondidos atrás de máscaras. Eu não me acostumo a andar nas ruas e não poder ver se alguém está triste, se está feliz, se está preocupado, se está ansioso. Como muitos dizem: o sorriso é o espelho da alma.

Nessa pandemia, as relações ficaram mais frias. Não há sorrisos nas ruas. Só há máscaras. Dos mais diversos tipos e cores: há pretas, brancas, decoradas, animadas, mas não há sorrisos. Uma sociedade sem sorrisos é uma sociedade pobre, sem sentimento, sem inspiração.

Eu não quero que isso perdure por muito mais tempo. Quero poder abraçar, quero ver sorrisos e quero que todos possam me ver sorrir, pois acredito que vim ao mundo para fazer as pessoas que gosto felizes e acredito que as pessoas que gostam de mim também querem me ver sorrindo.

Que neste Natal cada um possa refletir sobre o quanto contribuiu para chegarmos nessa situação e sobre o quanto pode contribuir para sairmos dela. Não adianta ficar procurando culpados; cada um de nós precisa fazer a sua parte e todos sabem o que precisa ser feito.

Não adianta se esconder atrás de uma máscara e usar as redes sociais para esbravejar contra o mundo, se não tem capacidade de olhar para o que você mesmo está fazendo. A sociedade precisa do esforço e do entendimento de cada um, pois essa pandemia só terá fim se todos quiserem que ela acabe. Quando todos quiserem que ela acabe e fazerem por onde, ela irá acabar.

Eu sonho com o dia em que vou poder voltar a abraçar sem culpa, vou poder mostrar meu sorriso, sem ter que escondê-lo, e vou poder andar na rua e compartilhar da alegria do outro, mesmo que eu não conheça, mas vê-lo sorrir vai me fazer feliz.

(Foto: Arquivo pessoal)

 

 

 

*Lázaro Jr. é jornalista e amante da vida!

** Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião deste veículo de comunicação.

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