Todos que acompanham a Netflix nos últimos tempos já devem ter percebido que o streaming tem investido em produções mais picantes, o que tem se tornado um sucesso entre os espectadores.
O lançamento mais recente, Sex/Life, não deixa dúvidas; em poucos dias já havia alcançado o Top 1 de séries mais assistidas na plataforma, desbancando até mesmo Elite, série espanhola que também tem um teor mais sexual. Aliás, em apenas 24h desde sua entrada no catálogo, Sex/Life já foi parar na lista entre as 10 mais assistidas.
Após ler comentários, e principalmente receber indicações de amigos para assistir, decidi dar o braço a torcer. Claro, meio desconfiada, porque minha experiência com 365 DNI, filme lançado pela Netflix no ano passado, que segue esse tom erótico, foi um verdadeiro horror.
Mas vamos ao que interessa. Sex/Life foi criada por Stacy Rukeyser (UnReal) e é baseada no livro 44 capítulos sobre 4 homens, da escritora B.B. Easton, que conta uma história real – o que aparentemente parece ter chocado os fãs.
Na versão do streaming, a história recebe como protagonista a personagem Billie Connelly (Sarah Shahi), uma esposa e mãe descontente. Para suportar a frustração, ela começa a escrever em seu diário lembranças da época de sua juventude em Manhattan e fantasiar cenas quentes com o seu ex-namorado, Brad (Adam Demos).
Sem me aprofundar muito, para não dar spoiler, vale dizer que o marido de Billie, Cooper (Mike Vogel), não gosta nada do que lê no diário e assim a trama se desenrola.
Em certos momentos, tive a impressão de estar assistindo a algum episódio de Desperate Housewives, porque Sex/life propõe esse outro olhar além do que é aparentemente perfeito. Os entulhos escondidos por trás das cerquinhas brancas das casas perfeitas. Porém, me atentei às reflexões em torno dos relacionamentos e conflitos psicológicos, deixando de lado a crítica em relação à produção.
