A palavra nômade é muito utilizada para falar sobre povos antigos, aquelas pessoas que não tinham uma habitação fixa e viviam indo de um lugar para o outro, sem se estabelecer em lugar algum. Costumava ser usada para descrever agricultores ou criadores de animais, que mudavam de campo de acordo com as estações climáticas, procurando o melhor lugar para plantar e colher.
Acrescentando digital à expressão, trazemos o significado para os dias atuais, que envolve as tecnologias de comunicação. São aquelas pessoas que usualmente podem trabalhar de casa ou em cafeterias, bibliotecas, coworking, escritórios compartilhados, em seu próprio veículo ou optem por fazer o uso de house sitting . Tudo isso, se tiverem um computador, smartphone ou tablet, e conexão para acesso a internet.
Portanto, podem ser empresários ou profissionais como escritores freelancers, fotógrafos, designers, desenvolvedores de software ou qualquer outro tipo de atividade do conhecimento que possa ser realizada independente de sua localização física. Por meio das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) podem conduzir seus negócios, trabalhar remotamente e produzir renda de onde quer que estejam vivendo ou viajando.
Esse panorama remoto se potencializou ainda mais nos últimos tempos, em que o isolamento social provocou a necessidade do distanciamento social entre as pessoas. Contudo, essa modalidade já havia sinalizado crescimento mesmo antes da pandemia. Um estudo realizado pela Fast Company em 2017, estimava que até 2020, 34% das empresas britânicas teriam metade dos trabalhadores atuando em regime remoto.
É claro que esse número deve ter sido bem maior. Hoje, por exemplo, há empresas brasileiras que estão trabalhando com 95% do seu pessoal fora da estação de trabalho convencional.
Esse nomadismo tem atraído vários adeptos e de diferentes áreas profissionais, desde designers, programadores, marketeers, jornalistas, fotógrafos, coaches, escritores, nutricionistas, advogados e empreendedores digitais, o que prova que qualquer profissão pode ser facilmente adaptada a esse mundo digital, até mesmo a medicina pode ser uma delas - a telemedicina vem apresentando resultados eficientes para atendimento a comunidades remotas e de difícil acesso.
Os adeptos dessa tendência garantem que, ao trabalharem remotamente e sendo localmente independentes, ganham mais autonomia, inspiração e criatividade.
Contudo, é uma barreira cultural a ser rompida, pois estamos saindo de uma era industrial onde hábitos como o cumprimento de jornada de trabalho, horário fixo e outras regras se sedimentaram durante um longo período na vida das pessoas, mas agora, estão em transformação.
E você, está preparado(a) para isso?
