Polícia

Acusado de esganar vizinha tem condenação por importunação sexual e furto

Ações tramitaram em Guararapes (SP), onde ele é auxiliar de serviços diversos no Departamento Municipal de Água e Esgoto

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
14/01/21 às 19h04
Danilo de Oliveira Ferreira foi preso pela Polícia Civil de Santo Antônio do Aracanguá, acusado de matar a vizinha dele (destaque), Rosinéia Rodrigues dos Santos (Foto: Divulgação/Reprodução)

Danilo de Oliveira Ferreira, 25 anos, que foi preso na quarta-feira (13) pela Polícia Civil acusado de matar a vizinha dele, Rosineia Rodrigues dos Santos, 42, em Santo Antônio do Aracanguá, tem duas condenações recentes pela Justiça de Guararapes (SP).

Apesar de residir em Santo Antônio do Aracanguá, ele é funcionário da Prefeitura de Guararapes, contratado como auxiliar de serviços diversos no Departamento de Água e Esgoto. As condenações são referentes a dois processos e nos dois, as sentenças para cumprimento no regime aberto foram convertidas em não restritivas.

No caso da importunação sexual, a pena é de 1 ano e 2 meses, crime ocorrido em julho de 2019. A vítima disse que seguia para o trabalho de bicicleta, quando foi agarrada por trás por Ferreira.

Ela seguia próximo à sede da AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil) e, ao parar em uma esquina, foi surpreendida pelo condenado, que estava com uma moto preta, se aproximou e a agarrou pela cintura. A mulher relatou na ocasião que o empurrou e fugiu em seguida, comunicando o caso à polícia.

Reincidente

De acordo com a mulher, cerca de dois meses antes Ferreira havia passado as mãos nas pernas dela. Na ocasião, ele também estava com a moto, que usou para bloquear a passagem na rua, a segurou pela cintura e passou a mão pelas pernas dela.

No mesmo dia, o condenado esteve na casa de uma tia da vítima e deixou o número do celular, dizendo que era para adicioná-lo no aplicativo WhatsApp. Na ocasião, ele estava de capacete e não se identificou.

A vítima o adicionou e, pela foto, conseguiu identificá-lo no Facebook e foi informada que outras mulheres vinham sendo perturbadas por ele, causando reclamações.

Negou

Em depoimento em juízo, o réu disse que ao ver a vítima saindo da casa dela achou ela bonita, a convidou para sair, mas ela recusou. Por isso, ele foi ao imóvel e deixou o número do celular.

Ele negou ter agarrado a mulher, mas foi condenado nos termos da denúncia do Ministério Público. A pena foi convertida em prestação de serviço à comunidade e pagamento de multa de dois salários mínimos a uma entidade assistencial, com direito a recorrer da sentença.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Furto

A condenação por furto é por crime ocorrido em abril de 2019, quando ele foi acusado de pegar o celular de uma mulher com 44 anos na época.

A vítima contou à polícia que na ocasião seguia de bicicleta com o celular no bolso traseiro da calça e foi surpreendida por um desconhecido conduzindo uma moto preta, que pegou o aparelho. Ela ainda tentou segurá-lo, mas não conseguiu.

Após o registro da ocorrência, a polícia conseguiu identificar Ferreira por foto, como sendo a pessoa que habilitou o celular. Os policiais conseguiram o endereço dele, que foi localizado e alegou que o pai dele havia lhe presenteado com o aparelho.

Porém, posteriormente alegou tê-lo encontrado na rua, negando o furto, mas foi reconhecido pela vítima como autor do furto e inclusive reconheceu a moto dele.

Silêncio

Interrogado em juízo, o réu optou por permanecer em silêncio, alegando ser pessoa de bem e que não pretendia prejudicar ninguém.

A sentença nesse caso foi proferida no final de outubro do ano passado, com pena de 1 ano de reclusão em regime aberto, a qual foi substituída pelo pagamento do valor correspondente a um salário mínimo. A defesa do réu já recorreu da decisão e é aguardado o julgamento do recurso.

Prefeitura

O Hojemais Araçatuba consultou a assessoria de imprensa da Prefeitura, que informou que Ferreira continua contratado, porém, ficará afastado até que seja decidido sobre o possível desligamento.

Ao ser preso na quarta-feira após matar a vizinha, Ferreira alegou à polícia que havia invadido a casa dela para furtar. Como ela o viu, passou a gritar, por isso ele a esganou usando um cinto que teria encontrado sobre um criado mudo, o quarto.

Ele usou o carro da vítima para transportar o corpo até um matagal, em Araçatuba, o qual foi encontrado pela Polícia Civil de Santo Antônio do Aracanguá.

 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Empresa Jornalística e Editora LTDA
32.184.870-0001/54
Editor responsável:
Aline Galcino - MTB: 43087/SP
aline.galcino@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2021 - Grupo Agitta de Comunicação.