Polícia

Condenada a 8 anos de prisão por tráfico é presa pelo GOE ao entrar em farmácia

Estava foragida e foi encontrada um dia após o companheiro dela ser preso quando voltava com maconha para presídio

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
15/05/19 às 18h34
Roberta foi condenada a 8 anos e 4 meses de prisão por tráfico de drogas e associação ao tráfico (Foto: Divulgação)

Roberta Amanda Barbosa Ferreira, 24 anos, foi presa na tarde desta quarta-feira (15) por equipe do GOE (Grupo de Operações Especiais) de Araçatuba (SP).

Ela, que foi condenada a 8 anos e 10 meses de prisão por tráfico e associação ao tráfico de drogas, era considerada foragida da Justiça.

Segundo a polícia, a ré é membro de facção criminosa e comanda o tráfico de drogas no bairro Araçatuba G e em parte do Vista Verde.

Roberta ainda é companheira de um sentenciado que foi preso na tarde de terça-feira (14), também pelo GOE, com porções de maconha, quando voltava de Uber para o CPP (Centro de Progressão Penitenciária) de Valparaíso, onde cumpre pena.

Foragida

Segundo os investigadores que cumpriram o mandado de prisão, a ré estava escondida em local incerto desde março. Porém, com a prisão do companheiro dela, a mulher se movimentou e foi abordada quando entrava em uma farmácia na área central.

Com ela foi apreendido um aparelho celular e comprovantes de depósitos em nomes de terceiros.

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Prisão

Roberta foi presa em flagrante por tráfico de drogas em 20 de março de 2018, também pelo GOE. Ela estava em uma casa no bairro Vista Verde, junto com a cunhada, Ruth de Paula da Silva Breve.

As prisões aconteceram após denúncia de que o companheiro de Roberta e irmão de Ruth, mesmo preso, passava informações a elas sobre o tráfico de drogas.

Em cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, os investigadores foram até a residência, que fica na rua Mário Lopes.

Apesar de as rés negarem a existência de entorpecentes na casa, no guarda-roupa de Ruth foram apreendidos 34 pinos de cocaína, duas porções de maconha, dezenas de tubos para fracionar entorpecentes vazios e uma balança de precisão. Outra porção da droga foi encontrada no bolso de uma camisa da acusada.

Após o flagrante, Roberta contou que guardava uma porção de cocaína em forma de pedra. Com ela também foram apreendidos R$ 326,00 em dinheiro e anotações relativas ao comércio da droga.

Confessaram

Segundo a polícia, as duas admitiram na ocasião que se associaram para o tráfico de drogas.

De acordo com elas, Roberta cuidava da contabilidade e a cunhada dela da distribuição do entorpecente para os pontos de comercialização em parte do bairro Água Branca e nas imediações da casa delas, que fica a 100 metros da escola estadual Ari Bocuhy.

Roberta conseguiu o direito de aguardar o julgamento em liberdade durante audiência de custódia, enquanto a Justiça converteu a prisão em flagrante de Ruth em preventiva.

Condenação

A sentença em primeira instância foi proferida pelo juiz da 3.ª Vara Criminal de Araçatuba, Emerson Sumariva Júnior, em 30 de julho de 2018.

Devido a Ruth ser reincidente, a pena dela foi de 9 anos e 1 mês de prisão, enquanto a de Roberta foi de 8 anos e 10 meses. O juiz decretou a prisão preventiva dela, que foi revogada pelo TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) por meio de habeas corpus.

A defesa recorreu da condenação, mas o recurso foi julgado e negado pelo tribunal em 6 de fevereiro deste ano. Na ocasião, foi determinada a expedição do mandado de prisão dela, que foi cumprido agora.

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