Polícia

Condenado a 16 anos de prisão por homicídio é preso com revólver e arma de choque

Recorria em liberdade da sentença pelo assassinato do carpinteiro Thiago Rodrigo Martini, 25 anos, em janeiro de 2015, no residencial Porto Real

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
23/09/21 às 10h16
Foi capturado em uma casa de uma fazenda ao lado do assentamento Chico Mendes (Foto: Divulgação)

O montador Erick Henrique de Araújo dos Reis, 33 anos, foi preso na tarde de quarta-feira (22) durante operação realizada pela Polícia Civil de Araçatuba (SP). Ele foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão por participação no assassinato do carpinteiro Thiago Rodrigo Martini, 25, crime ocorrido em janeiro de 2015 no residencial Porto Real.

O julgamento pelo Tribunal do Júri aconteceu em abril de 2018 e apesar da condenação, a Justiça concedeu a ele o direito de recorrer em liberdade. Entretanto, a decisão foi mantida e o mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara de Execução Criminal em 21 de julho deste ano.

Após ser informado de que ele era considerado foragido da Justiça, a polícia apurou que estaria residindo em uma fazenda Santa Amélia, ao lado do assentamento Chico Mendes.

O cumprimento do mandado ocorreu na tarde de ontem por equipe da 3ª DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais), chefiada pelo delegado Paulo Natal, com apoio de integrantes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e do GOE (Grupo de Operações Especiais).

Prisão

No local os policiais encontraram duas casas, uma maior e outra menor, e as equipes se dividiram. Reis foi encontrado deitado em um colchão na casa menor e informou que possuía uma garrucha calibre 22 e um taser (arma de choque).

As duas armas foram encontradas sobre uma cômoda. O revólver estava municiado com um cartucho intacto e havia uma caixa com mais 24 munições intactas do mesmo calibre. A polícia também apreendeu duas pequenas porções de maconha.

Além de ser cumprido o mandado de prisão, o réu foi preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo e encaminhado ao plantão policial, onde também foi registrada uma ocorrência pela posse de entorpecente.

Após o registro ele seria encaminhado à cadeia de Penápolis, onde aguardaria vaga no sistema prisional para início do cumprimento da pena.

Crime aconteceu em 2015 no residencial Porto Real (Foto: Arquivo)

Crime

Reis foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão em julgamento realizado em abril de 2018 no Fórum de Araçatuba. A sentença foi proferida pelo juiz Henrique Castilho, após mais de dez horas de debates. O corréu, Douglas Crespo de Carvalho Evaristo, conhecido como Gugu, foi condenado a 12 anos de prisão e os dois tiveram o direito de aguardar julgamento de recurso em liberdade.

Segundo a denúncia, a vítima residia no bairro Paraíso e saía da casa da namorada, uma adolescente de 15 anos, quando foi baleada pelos réus, que estavam escondidos atrás de um caminhão estacionado na via.

Briga

O motivo do assassinato seria desentendimentos anteriores, que teriam levado o carpinteiro a ameaçar matar os réus. Ainda de acordo com a denúncia, após ouvir comentários que Martini estava no Porto Real, Reis armou-se com um revólver calibre 38, encontrou-se com Evaristo, que também estaria armado, e seguiu até à casa da sogra da vítima.

Eles viram a moto do carpinteiro estacionada no local, se esconderam atrás de um caminhão e quando a adolescente saiu trazendo o namorado na garupa, Reis entrou na frente do veículo e atirou três vezes contra Martini. O corréu teria parado ao lado da moto e feito mais cinco disparos.

Ainda segundo a denúncia, quando a vítima estava caída no chão, Reis encostou o revólver nas costas dela e atirou novamente. Em seguida, ele pegou uma pistola 9 milímetros que estava caída próxima ao corpo e fugiu.

Evaristo foi preso em flagrante com o revólver usado no homicídio e Reis foi identificado dias depois, quando alegou ter jogado o revólver usado por ele no rio Tietê. Com relação à pistola 9 milímetros, alegou ter entregue a terceiros como pagamento de dívida.

Julgamento

Durante o julgamento, a defesa de Reis alegou legítima defesa e pediu o afastamento das qualificadoras, o que também ocorreu com relação a Evaristo, que também queria o reconhecimento da violenta emoção.

Entretanto, os jurados acataram na íntegra a denúncia do Ministério Público, que foi defendida durante julgamento pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho.

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