Polícia

GOE/Deic prende acusado de vender medicamentos controlados pelo WhatsApp

É motorista em uma distribuidora de alimentos e medicamentos, mas não disse como conseguiu a mercadoria

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
05/06/20 às 12h25
Dezenas de medicamentos foram apreendidos com acusado durante cumprimento de mandado de busca (Foto: Divulgação)

Equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba (SP) prenderam na manhã desta sexta-feira (6), um motorista de 32 anos, acusado de vender irregularmente medicamentos de uso controlado.

Ele é funcionário de uma distribuidora de alimentos e de medicamentos em Araçatuba e admitiu o crime, alegando que recebia os pedidos pelo WharstApp.  

O flagrante aconteceu durante cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça, pois desde fevereiro do acusado era monitorado.

A investigação teve início após denúncia de que o acusado, residente no bairro Moradas nos Nobres, mantinha em casa e comercializava medicamentos de venda proibida ou fornecidos apenas mediante apresentação de receita médica.

Os investigadores apuraram que ele residia em uma casa na rua Francisco Pedro Mendes e trabalhava na empresa instalada no bairro Guanabara. Foi solicitado à Justiça o mandado de busca e apreensão, que foi expedido pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior.

Medicamentos

Ao cumprir o mandado, os policiais foram recebidos pela mãe do investigado, que autorizou e acompanhou as buscas, pois ele não estava em casa.

Dezenas de caixas lacradas dos medicamentos citrato de sildenafila e cartelas de diazepan, fluoxetina, cinetol, haloperidol, cinetol, entre outros, foram encontradas sobre o guarda-roupa e no criado mudo.

Ao analisar os produtos, os investigadores confirmaram tratar-se de medicamentos vendidos apenas com prescrição médica, por serem de uso controlado.

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Estimulante

No carro do motorista, um GM Astra que estava na garagem, foi encontrado um comprimido Cialis, que é um estimulante sexual.

Enquanto eram realizadas as buscas o motorista chegou em casa, confirmou trabalhar na empresa há aproximadamente nove anos. Ele assumiu a propriedade dos medicamentos.

Segundo os policiais, o motorista confessou que estava comercializando os remédios e falou que no caso Citrato de Sildenafila, que também é um estimulante sexual, ele pagava R$ 2,50 na caixa com quatro comprimidos e revendia por R$ 8,00.

Encomenda

O acusado revelou que as pessoas interessadas em adquirir os medicamentos faziam contato pelo aplicativo WhatsApp. O celular dele, um Iphone 8, foi apreendido e será periciado e apresentado no plantão policial junto com os medicamentos apreendidos.

O delegado que registrou a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante do motorista por vender medicamentos sem o devido registro no órgão de Vigilância Sanitária competente. O crime é previsto no artigo 273 do Código Penal, com pena de 10 a 15 anos de prisão.

Durante o registro da ocorrência, o acusado esteve acompanhado de uma advogada, mas não quis se pronunciar, informando que somente vai manifestar sobre os fatos em juízo.

Após ser ouvido, ele ficou à disposição da Justiça.

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