Um homem de 39 anos, morador no bairro Concórdia 2, em Araçatuba (SP), foi preso na manhã desta quarta-feira (3), acusado de furtar cerca de R$ 500 mil de um banco digital, mediante fraude.
Segundo a polícia, ele usava documentos de terceiros para abrir contas nesse banco, com sede em São Paulo, sacava o limite dessas contas e depositava o dinheiro nas contas dele e da esposa dele.
Porém, a investigação descobriu que o acusado também repassou dinheiro para contas de um cunhado, das duas filhas menores e de um amigo, que teria revelado ter movimentado cerca de R$ 1 milhão por meio da fraude.
Com o dinheiro obtido de forma criminosa, teriam sido comprados carros, alguns deles de luxo. O investigado também teria montado uma loja de calçados para a esposa dele, em Santo Antônio do Aracanguá, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão.
Um Jeep Renegade e um Audi foram sequestrados a mando da Justiça e outros dois veículos suspeitos foram levados para a delegacia junto com os investigados. Também foram apreendidos documentos, computadores, celulares e dinheiro.
Prisão
A prisão aconteceu durante a terceira fase da Operação Nereu, que apura crimes de estelionatos praticados por quadrilha especializada, que visa principalmente vítimas idosas.
No caso de Araçatuba, apesar de o investigado ter aberto contas bancárias usando os nomes de pelo menos 258 pessoas, a maioria idosos, a única vítima com prejuízo financeiro foi o banco, segundo o delegado da Delegacia do Idoso de São Paulo, Fábio Daré, que comanda a investigação.
Para o cumprimento dos mandados em Araçatuba e Santo Antônio do Aracanguá, ele teve o apoio da equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba e da EIE (Equipe de Intervenção Estratégica) da 1ª Seccional.
Bitcoin
A Polícia Civil, com auxílio do banco alvo do crime, descobriu que o investigado usou a expeirência que possui no mercado de Bitcoin, que é a moeda virtual, onde trabalhou, para promover a fraude.
O crime estaria sendo praticado desde novembro do ano passado e os alvos seriam principalmente idosos que o procuravam para fazer esse tipo de investimento.
Ele trabalhava em home office e o cadastramento desses clientes era feito pelo computador, com a pessoa mandando uma foto dela e a foto do documento pessoal.
Ele utilizava essas fotos e esses documentos para abrir as contas, sacar o dinheiro do limite e repassar esse dinheiro para as contas dele e da esposa, inicialmente.
Segundo o delegado, o banco descobriu que esse dinheiro desviado era depositado sempre nas mesmas contas, que foram bloqueadas. Foi a partir daí que ele teria aberto contas no nomes da duas filhas do casal, com 9 e 10 anos de idade, e para outros familiares e conhecidos.