Polícia

Homem é absolvido de acusação de ter matado carroceiro em 2010

Jurados acataram tese comum da acusação e da defesa, que pediram a absolvição por insuficiência de provas

Lázaro Jr. - Hojemais Araçatuba
20/09/23 às 15h57
Julgamento aconteceu no Fórum de Araçatuba, nesta quarta-feira (Foto: Lázaro Jr.)

Jean Carlos de Souza Apolinário foi absolvido pelo Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) em julgamento realizado nesta quarta-feira (20), de ser o autor do assassinato do carroceiro Antônio Aparecido de Souza, o “Tonho da Mata”, crime ocorrido em novembro de 2010.

Os jurados acataram a tese comum da defesa, feita pelo advogado Edgar Antônio dos Santos, e do Ministério Público, representado pelo promotor de Justiça Adelmo Pinho, que pediram a absolvição por insuficiência de provas.

Segundo o que foi apurado pela reportagem, a principal testemunha do crime seria a companheira da vítima. Ouvida apenas na fase policial, inicialmente ela indicou outro réu como sendo o autor dos disparos contra Tonho da Mata. Esse homem chegou a ser denunciado. Depois, ela acusou Apolinário de ser o autor do crime.

Ainda de acordo com o que foi apurado, a mulher não chegou a ser ouvida pela Justiça porque morreu no decorrer do processo. A outra testemunha é um irmão da vítima, que inicialmente alegou que estava na casa no momento do crime, mas não teria presenciado a ação. Posteriormente, ele apontou o réu como sendo o autor dos disparos.

Caso

Segundo a denúncia, na noite de 3 de novembro de 2010, Apolinário foi à casa de Tonho da Mata, na rua Clóvis Pestana, supostamente para contratar o serviço de frete. Ele estaria acompanhado de outro homem não identificado.

A dupla teria sido recepcionada pela companheira da vítima, que informou que o carroceiro estava sobre o telhado, fazendo um conserto na antena da TV. A dupla pediu para chamá-lo, alegando que queria contratar um carreto.

Tonho da Mata teria descido do telhado e combinado o frete com o réu. Porém, antes de deixar o local, o autor teria sacado a arma e feito os disparos contra a vítima. Ouvida na delegacia, a mulher disse que após ouvir os disparos se escondeu atrás da carroça que estava no quintal e em seguida o autor fugiu. 

Morreu

Tonho da Mata foi ferido por quatro tiros, sofrendo ferimentos no peito, nas costas e nas nádegas. Ele chegou a ser socorrido e foi submetido a cirurgia de urgência, mas morreu na madrugada seguinte.

Ao ser identificado como autor do crime e detido pela polícia, Apolinário negou a autoria, alegando que sequer conhecia a vítima e nem sabia onde ela morava, por isso, não tendo estado na casa dela. Ouvido em juízo, disse ainda que soube do assassinato por intermédio do irmão de Tonho da Mata, na penitenciária onde os dois estavam presos.

Em depoimento, ele alegou que esse irmão, que é uma das testemunhas no processo, estaria tentando incriminá-lo por terem tido um desentendimento no presídio.

O réu havia sido denunciado por homicídio qualificado por ter agido com simulação, ao tentar se passar por um cliente. O julgamento foi presidido pelo juiz Danilo Brait e, apesar da absolvição, ele permanece preso por crime referente a outro processo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM POLÍCIA
Franquia:
Araçatuba SP
Franqueado:
Connect Jornalismo Digital LTDA
48.486.487/0001-90
Editor responsável:
Lazaro Silva Júnior MTB 48158
lazaro.junior@ata.hojemais.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.