Um homem de 33 anos, que se identificou como empresário, foi preso nesta quinta-feira (15) pela lei Maria da Penha, em Buritama (SP), acusado de agredir a companheira dele, uma mulher de 35 anos, identificada como assessora parlamentar. Ele negou as acusações.
Segundo o que informado à polícia, o casal mantém relacionamento afetivo há aproximadamente dois anos e reside no mesmo imóvel, em Buritama. A mulher relatou que na manhã desta quinta-feira, estava em casa na companhia do investigado.
De acordo com ela, enquanto o companheiro dela organizava os pertences pessoais dele, passou a ofendê-la, dando início a uma discussão. A vítima contou que passou a registrar a discussão por vídeo com o celular.
Cabeçada
Isso o teria irritado, fazendo com que ele viesse a apertar os braços dela, a empurrá-la e desferir uma cabeçada contra o rosto dela. Segundo a vítima, o golpe causou lesões na boca, comprometendo três dentes.
A Polícia Militar foi acionada e o investigado, que permanecia no imóvel, negou as agressões aos policiais militares, alegando que a companheira dele teria se exaltado diante da decisão dele de deixar a residência.
Ainda na versão dele, ele teria conseguido se desvencilhar dos ataques dela, que teria passado a se autolesionar, utilizando um celular. Levado à delegacia, o acusado reafirmou que jamais agrediria uma mulher.
Vídeo
A polícia teve acesso a imagens gravadas pelo celular, que não mostram o momento da cabeçada narrada pela vítima. Entretanto, mostrariam o investigado avançando na direção da mulher e, na sequência, ela com os dentes lesionados.
Durante o registro da ocorrência na delegacia, a vítima também reclamou de dor nos ombros e foi encaminhada para atendimento médico. Levando em consideração entre outras coisas, que a ficha de atendimento comprova o comprometimento de três dentes da vítima, o delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante do investigado.
Após ser ouvido ele permaneceu à disposição da Justiça para ser apresentado em audiência de custódia. A mulher representou pelas medidas protetivas de urgência previstas na lei Maria da Penha.
