Uma mulher de 45 anos, moradora no bairro Concórdia 2, em Araçatuba (SP), foi presa na noite de quinta-feira (4) por dano ao patrimônio público, acusada de atear fogo em uma viatura da Polícia Civil. O crime foi cometido no pátio da delegacia e a investigada aparentava estar sob efeito de drogas, segundo a polícia.
Era por volta das 22h quando os policiais civis foram informados pelo responsável pelo atendimento no Plantão Policial, que uma mulher havia ateado fogo numa viatura da Polícia Civil, que estava no estacionamento da delegacia.
Ainda de acordo com o que foi apurado, o veículo estava próxima à sala onde são feitos os flagrantes, na qual havia vários policiais civis, inclusive equipe do GOE/Deic (Grupo de Operações Especiais da Divisão Especializada de Investigações Criminais), que apresentava um flagrante.
Mangueira
Ao ser informado, o policial saiu, ajudou a conter a mulher e notou que havia um policial militar jogando água com uma mangueira na viatura, para apagar o incêndio. Ainda de acordo com o que foi relatado, um dos policiais militares afirmou que a acusada havia ateado fogo no veículo e ela teria confirmado a autoria do crime por várias vezes.
Aparentando estar sob efeito de drogas, a mulher foi levada para a carceragem, onde permaneceu. Porém, minutos depois policiais passaram a gritar e ao voltar à carceragem, foi constatado que a investigada havia tentado se enforcar por mais de uma vez.
Ela estava apenas com as vestes íntimas, foi socorrida pelos policiais e levada ao pronto-socorro municipal, onde permaneceu em observação após ser medicada.
Danos
De acordo com a polícia, houve danos na parte traseira da viatura, provocados pelo fogo. Também foi danificado um tapete deixado na entrada do prédio, o qual teria sido utilizado para atear fogo no tanque de combustível da viatura.
A reportagem apurou ainda que os policiais que estavam na delegacia durante o incêndio sentiram cheiro forte de queimado e a fumaça provocada pelo fogo na viatura chegou a invadir algumas salas.
O delegado que presidiu a ocorrência decidiu pela prisão em flagrante da investigada, que permaneceu sob escolta policial no pronto-socorro.
Ao receber alta ela seria apresentada na delegacia para prestar declarações, passaria pelo IML (Instituto Médico Legal) e posteriormente seria encaminhada à cadeia de Tupi Paulista, para ficar à disposição da Justiça. Ela será indiciada por causar incêndio, crime punido com pena que varia de 3 a 6 anos de prisão em caso de condenação.
