“Como advogada sei que pode não dar em nada, só está me dando dor de cabeça. Mas se a dor de cabeça valer a pena no sentido de outra mulher não ser lesada em detrimento disso, pra mim já valeu a pena”.
Essas palavras são de uma mulher de 26 anos, que procurou a Polícia Civil de Araçatuba (SP) para registrar um boletim de ocorrência contra um profissional que ela contratou para fazer um ensaio fotográfico para utilizar as fotos no site profissional dela.
Porém, na versão da vítima, o que era para ser um momento de alegria, acabou virando constrangimento e frustração, a ponto de ela não conseguir olhar para as fotos que recebeu. A advogada conta que conheceu o profissional por meio de publicações e indicações, e inclusive, pretendia contratá-lo para o casamento dela, que foi realizado no final do ano passado.
Porém, considerou o trabalho, apesar de bom, com valor alto para o que ela estava esperando no momento. Mas quando pensou em fazer fotos dela para ilustrar o site de divulgação do trabalho como advogada, entendeu que valia o investimento.
De acordo com a vítima, a sessão de fotos foi marcada para o 8 deste mês, um dia após a estagiária dela também ter sido fotografada. Ela diz que chegou ao estúdio pouco antes das 12h e a sessão durou tempo muito maior do que a da estagiária.
Assedio
Quando foi chamada para fazer as fotos, apenas ela entrou no estúdio e teve início o trabalho. “Eu levei uma roupa extra para ser uma alternativa e nem pensava em trocar, mas ele insistiu que a cor seria muito favorável para a foto, devido ao fundo que havia no estúdio”, conta.
De acordo com ela, no momento em que fazia a troca da blusa do blazer, o fotógrafo teria se oferecido para ajudar com um alfinete, que seria usado para prender a peça. Nesse momento, ele teria levado a mão no seio dela e o acariciado.
Beijo
A advogada afirma que ficou em estado de choque com a situação, mas deu sequência ao ensaio. E para a surpresa dela, em seguida o profissional teria pedido que olhasse fixo na direção dele e, de repente, tentou beijá-la. A vítima conta que conseguiu impedi-lo utilizando a mão e em seguida, decidiu encerrar o ensaio fotográfico.
Ainda de acordo com a advogada, posteriormente o fotógrafo teria passado a mandar mensagens a ela pelo aplicativo WhatsApp, com teor libidinosos, importunando-a sem o consentimento dela.
