Polícia

Polícia Civil identifica 6 pessoas por envolvimento em caso de corpo abandonado na rua

Duas delas teriam participado diretamente do assassinato e as outras 4 da ocultação do cadáver; carro usado para arrastar cadáver é de motorista por aplicativo

Agência Trio Notícias
13/03/24 às 17h56

A Polícia Civil de Araçatuba (SP) identificou seis pessoas no inquérito que investiga a morte e ocultação de cadáver Fábio César Correia, 49 anos, também conhecido como Bim, cujo corpo foi encontrado abandonado enrolado em uma lona de plástico, ao lado de uma praça na rua Humberto Bergamashi, na manhã do dia 4 deste mês.

Segundo o que foi informado, três delas tiveram as prisões temporárias decretadas pois, estavam na casa onde a vítima foi assassinada, que fica a cerca de 60 metros de onde o corpo foi abandonado. Duas delas estão presas e a outra é considerada foragida. Todos seriam usuários de droga.

As outras três teriam auxiliado tentativa de ocultação do cadáver. Elas teriam desenterrado o corpo do quintal da residência onde ocorreu o crime e tentado colocá-lo no carro para levá-lo para local incerto. Porém, como não conseguiram, decidiram enrolá-lo na lona plástica e saíram arrastando pela rua.

Devido ao peso e pelo mau cheiro que exalava, os dois investigados que estavam arrastando o corpo pelo porta-malas do carro decidiram abandoná-lo no meio da rua. Esses três foram identificados e ouvidos na manhã desta quarta-feira (13). Um deles é motorista por aplicativo e estava dirigindo o carro, que também foi apreendido hoje para passar por perícia.

Drogas 

O inquérito é coordenado pela DH/Deic (Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais). Os delegados Paulo Natal e Rodolfo Carlos de Oliveira concederam entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira para dar detalhes da investigação.

Eles relataram que o assassinato ocorreu no sábado, ou seja, dois dias antes de o corpo ser jogado na rua, em uma casa na própria rua Humberto Bergamashi. A polícia esteve nesse imóvel no início da noite do dia 4, para realização de perícia, e encontrou vestígios de sangue. A reportagem tinha conhecimento do caso, mas a pedido da polícia não divulgou os detalhes para não atrapalhar as investigações.

Mulher 

Essa casa, de acordo com a polícia, pertence a uma mulher que seria traficante de drogas. O imóvel seria frequentado por usuários, sendo conhecido como um  “fumódromo”.  Essa investigada teria sido a primeira a agredir a vítima, que estava no imóvel para consumir entorpecentes.

A versão apresentada por ela logo após ser identificada, é de que dois meses antes, Bim a teria estuprado. Essa versão ainda é investigada pela polícia, já que ela teria feito queixas anteriores, alegando da mesma forma, que teria sido estuprada por outros homens. 

Ao ser interrogada pela segunda vez, a investigada alegou que na noite do crime, ela teria acordado com Bim sobre ela, tentando estuprá-la novamente. Diante disso, ela teria usado um pedaço de cano de instalação hidráulica para dar dois golpes na cabeça da vítima.

Ainda de acordo com o que foi apurado pela polícia, o outro investigado, que também estava no imóvel e seria “ficante” dessa mulher, teria pegado esse cano e batido diversas vezes na cabeça de Bim, que segundo laudo preliminar, morreu em consequência de traumatismo craniano. Esse investigado é considerado foragido.

O terceiro investigado que teve a prisão temporária decretada e está preso também seria morador no imóvel. Ele confirma que estava na residência no dia dos fatos e teria presenciado as primeiras agressões à vítima, mas afirma que não teria participado efetivamente do crime. Porém, teria ajudado na ocultação do cadáver.

O delegado Paulo Natal apresentou o trajeto feito pelo carro após o corpo ser retirado da casa até ser abandonado na rua (Foto: Lázaro Jr.)

Enterrado

Após a morte de Bim, os três decidiram enterrar o corpo no quintal da residência. Segundo o que foi apurado pela polícia, foi feita uma cova rasa pelos investigados e o corpo foi enterrado. Porém, no domingo eles perceberam que já exalava mau cheiro e tiveram medo que a polícia encontrasse o cadáver.

Por isso, solicitaram aos outros três investigados, que também frequentavam a casa para consumir drogas, que os ajudassem a desenterrar o corpo para levá-lo para outro local, onde pudesse ser descartado.  

Carro usado para transportar o corpo foi apreendido pela polícia para perícia (Foto: Divulgação)

Carro

Os três atenderam ao pedido e após desenterrar o cadáver, tentaram colocá-lo no porta-malas do GM Onix que aparecem nas imagens de vídeo com as duas pessoas no porta-malas, arrastando-o pelos pés, enrolado na lona preta, e o dispensando ao lado da praça na rua Humberto Bergamaschi.

Por a vítima ser muito pesa, os investigados não conseguiram colocá-la dentro do veículo. Assim, decidiram enrolar o corpo na lona de plástico e arrastá-lo até o local onde pretendiam ocultá-lo. Segundo o que foi informado à polícia pelos investigados, eles não haviam definido para onde levariam o corpo.

Porém, após percorrer pouco mais de 50 metros o arrastando pelos pés, eles não suportaram o peso e o mau cheiro e acabaram abandonando-o no meio da rua. Após dispensar o cadáver os investigados retornaram até à casa onde ocorreu o crime, chamaram pela moradora, mas ela não os atendeu, por isso eles deixaram o local. 

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