Dúvida
A grande discussão em torno do projeto foi com relação à forma de preenchimento das vagas que serão criadas. Pichitelli, que é presidente do Sisema (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais), disse que espera que essas vagas sejam preenchidas por funcionários competentes.
Segundo ele, pela experiência de 28 anos como funcionário público, isso nem sempre acontece. O ideal, de acordo com o parlamentar, é que a administração municipal crie um plano de carreira para os servidores públicos ao invés da criação desses cargos e funções. "Muitas vezes a indicação para os cargos é para puxa-sacos e não por mérito", declarou.
Por ter dúvidas sobre a forma de preenchimento das vagas, Arlindo Araújo decidiu votar contra o projeto. "Vai ter apadrinhamento mesmo e eu não quero participar de arataca nenhuma", disse.
Após a votação, o vereador Lucas Zanata (PV) se declarou incomodado que a forma de escolha dos indicados para os cargos, conforme denúncia feita por Picitelli. "Entendo que há necessidade de fiscalização. Espero que a escolha seja por pessoas que trabalham e mereçam", argumentou.
Presidente
Apesar de não votar, a presidente da Câmara, Tieza Marques (PSDB), que é do mesmo partido do prefeito Dilador Borges, argumentou que o texto aprovado deixa claro que o preenchimento das funções é por meritocracia. "Tem que ser entre os que exercem a função. Uma indicação da equipe para ser apresentada ao prefeito", comentou.
Segundo a Prefeitura, os indicados passarão por avaliação de perfil, será determinada quais atividades desenvolverão e eles receberão treinamento inicial e periódico.
Sobre a concessão de faltas abonadas, a Secretaria Municipal de Saúde afirma que a medida atende reivindicação antiga dos funcionários e favorece a organização do serviço do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) e nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
Com a publicação da lei, esses agentes passam a ter direito a seis faltas abonadas por ano, sendo permitida apenas uma folga remunerada por mês.
