A indignação pela decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que proibiu o cumprimento de pena após a condenação em segunda instância e beneficiou milhares de condenados, entre eles, o ex-presidente Lula, chefe petista, foi o estopim para a população se mobilizar e ir às ruas, novamente, para pedir mudanças.
Neste domingo (17), estão programadas manifestações em todo País, cuja pauta única é o impeachment do ministro do STF Gilmar Mendes, que é inimigo declarado da Lava Jato e do ministro Sérgio Moro.
Em Araçatuba (SP), o movimento é encabeçado pela Direita da Alta Noroeste e será realizado, às 10h, com concentração na avenida dos Araçás, em frente à Havan. Os slogans são “O STF não é dele” e “Prisão em segunda instância, sim”.
O pedido de impeachment do ministro já foi elaborado e está nas mãos do presidente do Senado, David Alcolumbre. Se o processo for aberto, o ministro é imediatamente afastado de suas funções no Supremo, enquanto o plenário decide pelo afastamento definitivo.
De acordo com Jennifer Grinaura Leal, da Direita da Alta Noroeste, o movimento não concorda com a decisão e interpretação que os ministros do Supremo fizeram da Constituição Federal e que colocaram vários bandidos na rua. “Por um acaso o Lula foi solto, mas não se trata apenas dele, mas de todos os bandidos que foram soltos e os que nem serão condenados (...) O pobre vai ficar preso e o rico, não, porque o cara vai poder recorrer quantas vezes for preciso. Vai passar 20, 30 anos, o processo vai caducar e o cara vai estar livre”, disse.
Lula livre
Sobre a soltura do Lula, Jennifer diz que não há nenhuma manifestação ou ato a ser feito, pois o inimigo não é esquerda e muito menos o Lula. “Não queremos saber se vai ser presa gente de direita ou esquerda, porque bandido temos dos dois lados. O cara praticar a corrupção é um desvio de comportamento da pessoa humana, não é de posição política. O que queremos é Justiça. Nosso foco é trabalhar pelo País. O lado oposto sempre vai existir e é bom que exista”, resumiu.