Política

Câmara rebate ex-secretária de Saúde de Birigui e diz: “não se pode generalizar”

Para o presidente da Casa, Adriana deveria ter citado os nomes dos vereadores que supostamente praticaram (ou tentaram) tráfico de influência

Aline Galcino - Hojemais Araçatuba
06/02/21 às 17h00

A Câmara de Birigui (SP), representada pelo presidente César Pantarotto Júnior (PSD), rebateu algumas das declarações da ex-secretária de Saúde Adriana Sangaletti Duarte dadas ao Hojemais Araçatuba nesta semana sobre sua saída do comando da pasta.

"Toda regra tem sua exceção", disse o presidente da Câmara, Cesinha Pantarotto (Foto: Aline Galcino/Hojemais Araçatuba)

Para Cesinha Pantarotto, Adriana não deveria ter generalizado ou deveria ter informado os nomes dos vereadores que supostamente praticaram (ou tentaram) tráfico de influência. Ele também refuta a declaração de que a Câmara inocentou o ex-prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) na votação do relatório conclusivo da CP (Comissão Processante) que apurou denúncia contra o ex-prefeito.

“Toda regra tem sua exceção. Quando ela diz ‘os vereadores’, ela coloca todo mundo no mesmo balaio, isso eu falo em nome da Casa. Agora, falando por mim, como vereador, eu tenho consciência de que não pedi nada de ilícito para ela e acredito que a maioria aqui também não pediu. Talvez tenha havido algum pedido isolado e por isso, ela deveria ter dado nomes”, disse à reportagem.

Oitiva na Câmara

Outro ponto que Cesinha rebateu foi a declaração da ex-secretária sobre a oitiva realizada na Câmara, no dia 27 de janeiro, convocada pelas comissões permanentes da Casa responsáveis pelos temas de Saúde e Saneamento e de Orçamento, Finanças e Contabilidade, que pedia esclarecimentos sobre a situação financeira do município e do atendimento à saúde.

Para Adriana, a oitiva foi “abusiva”, com a nítida intenção de sabatiná-la.

Cesinha explica que foi a primeira audiência do tipo da Câmara, fora do horário de uma sessão, e teve, inclusive, um regimento próprio de condução, com apoio do Jurídico da Casa.

“Foi feita uma oitiva com as secretárias, não foi audiência pública. Elas foram convocadas para prestar esclarecimento e isso está previsto na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Câmara. Não pode ser abusivo algo que está previsto. É um direito do vereador”, explicou.

A oitiva foi transmitida pelas redes sociais do Legislativo e pela TV Câmara, para dar transparência aos trabalhos da Casa, segundo o presidente. Além de Adriana, participaram as secretárias de Planejamento e Finanças, Antonia Lucilene Ferreiro Jardim, e de Negócios Jurídicos, Nair Sabbo).

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Votação de CP

A terceira informação que a Câmara contesta é sobre a votação do relatório da CP que apurava denúncia contra Cristiano Salmeirão.

“A Câmara não absolveu o Cristiano, porque não temos competência de condenar. Do jeito que ela falou, dá a impressão que nós vereadores passamos pano para encobrir as coisas erradas que o Cristiano possa ter feito. Isso não é verdade, não foi o que aconteceu”, afirma.

De acordo com o presidente, o relatório foi feito por um grupo de vereadores que não está mais no Legislativo. O objetivo principal era afastar o ex-prefeito do cargo durante as investigações da operação Raio X, que apura suposto esquema de desvio de dinheiro na área da Saúde por meio de OSS (Organizações Sociais de Saúde).

“O prefeito já não era mais prefeito, já tinha sido afastado pelas urnas, não precisou a Câmara afastá-lo”, complementa.

Ainda segundo Cesinha, antes da votação houve uma reunião de vereadores com o Jurídico da Câmara, onde eles receberam orientações e explicações de que não teria como essa CP ter continuidade.

Competência

Cesinha finalizou a entrevista destacando que conhece a Adriana, que é uma das pessoas mais técnicas para projetos na área da Saúde, e que acredita que deveria continuar atuando na área, mesmo que em outro cargo, pois ela sabe como buscar recursos.

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