Responsável por viabilizar 133 adoções em Mato Grosso do Sul desde 2011, o projeto Dar à Luz enfrenta atualmente um caso considerado excepcional. Um bebê de cerca de dois meses permanece à espera de uma família em razão das graves condições de saúde apresentadas desde o nascimento.
A criança nasceu prematura, com problemas cardíacos e renais, além de fenda palatina e lábio leporino. O quadro exige cuidados permanentes, o que fez com que o menino ainda não fosse acolhido por nenhuma das famílias cadastradas no Sistema Nacional de Adoção.
Idealizado pela juíza Katy Braun, o projeto Dar à Luz acompanha mulheres que manifestam o desejo de entregar voluntariamente seus filhos para adoção. O objetivo é assegurar que todo o procedimento seja realizado de forma legal, segura e humanizada, respeitando tanto os direitos da mãe quanto da criança.
O atendimento inclui assistência psicológica e social, audiência judicial para formalização da decisão e o prazo legal de dez dias para eventual desistência da entrega. Caso a mãe opte por permanecer com o bebê, ela recebe acompanhamento da equipe técnica.
Mesmo diante do caso atual, a expectativa é de que a criança encontre uma família. Segundo a equipe do projeto, experiências anteriores demonstram que bebês com necessidades especiais também podem ser acolhidos, como ocorreu com uma criança com síndrome de Down e outra que, apesar de ter vivido apenas um ano, teve a oportunidade de crescer cercada pelo cuidado de seus pais adotivos.
As pessoas interessadas em adotar devem estar habilitadas no Sistema Nacional de Adoção. Já quem pretende realizar a entrega voluntária pode procurar o Fórum, hospitais, unidades de saúde, a Defensoria Pública ou o Ministério Público para receber orientação e acompanhamento durante todo o processo. As informações são do Campo Grande News.
