Ontem, 14 de abril, o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) abriu uma representação ética contra as ações publicitárias realizadas nos shows transmitidos pelas redes sociais do cantor Gustavo Lima, realizado nos dias 28 de março e 11 de abril.
De acordo com o órgão, o processo foi aberto após denúncias recebidas por vários consumidores, que consideraram que as ações realizadas pela Ambev não demostrava os cuidados recomendados pelo Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária para a publicidade de bebidas alcoólicas.
A denúncia cita a "falta de mecanismo de restrição de acesso ao conteúdo das lives a menores de idade", além da "repetida apresentação de ingestão de cerveja, em potencial estímulo ao consumo irresponsável do produto".
No entanto a direção do Conar destacou o formato inovador da comunicação publicitária, já que estamos diante de uma pandemia, mas considerou que ela deve ser conciliada com os "princípios fundamentais da comunicação comercial do segmento, com a divulgação responsável de bebidas alcoólicas e sem fragilizar os cuidado para que não seja difundida ao crianças e adolescentes"
"Nesse momento de quarentena, sabemos que as lives de cantores e artistas assumiram um papel relevante e inovador para manter as pessoas dentro de casa e levar um pouco de entretenimento. Para promover a iniciativa, patrocinamos alguns desses eventos, sempre com o cuidado de assegurar as medidas de higiene e distanciamento social e com a devida orientação prévia aos artistas sobre as regras do Conar de publicidade de bebidas", diz a Ambev, em comunicado.
Segundo a empresa, foi enviado um guia aos artistas, "reforçando as regras do Conar", além de treinar as pessoas envolvidas. "Sabemos que em algumas lives, de forma totalmente espontânea, algumas orientações não foram seguidas. Estamos reforçando as regras dado esse novo contexto de entretenimento virtual e estamos mais do que nunca comprometidos com o consumo responsável de nossos produtos", declara a empresa.
A multinacional e o cantor podem enviar suas defesas ao Conselho de Ética ou, segundo o órgão, devem adaptar o conteúdo publicitário das transmissões ao vivo as regras de ética.
*Com informações da UOL