Adotado desde 1931, o horário de verão sempre dividiu a opinião dos brasileiros: parte aprova uma hora a mais de luz natural; outra parte reclama de acordar quando ainda está escuro.
Para alegria de uns e tristeza de outros, o horário de verão se encerra neste sábado (16), a partir da meia noite quando os relógios devem ser atrasados em uma hora. Uma decepção para quem adora sair do trabalho com o sol ainda brilhando e, um alívio, para quem tem dificuldade em acordar e sair para trabalhar com o céu ainda escuro.
A mudança afeta os habitantes da região Sul, Sudeste e Centro-Oeste, abrangendo dez estados e o Distrito Federal.
A três-lagoense Benedita Eurípedes, de 67 anos, se entristece com o fim do horário, devido à sensação de estar sempre cedo, tendo um aproveitamento maior da claridade natural.
“Para mim não precisaria mudar nunca; quando você começa a se acostumar já volta para trás” – disse Benedita.
Para o vendedor de picolé, Vergílio de Souza, de 78 anos, o horário ainda dá uma ‘forcinha’ nas vendas e induz a população a consumir ainda mais o seu produto - uma forma encontrada para aliviar o calor e as altas temperaturas do município; com a luz natural que prevalece até as 19 horas, Vergílio consegue permanecer mais tempo nas ruas.
Mas, como já dito anteriormente, as opiniões sobre o assunto são adversas; enquanto uns adoram o horário de verão, outros não veem a hora de seu fim. Assim é para Kamila Gabrielly Gomes Ribeiro, de 21 anos.
“Esse horário é muito quente; o calor sempre parece mais extenso e demora muito para escurecer... É ruim até para quem trabalha; pois, na hora de ir embora, o sol ainda está lá em cima” – diz Kamila.
Para você que está no grupo daqueles que aguardam ansiosamente pelo fim do horário de verão, comece a se preparar e no sábado (16) quando seu relógio marcar 24h retorne para as 23 horas e curta a hora extra do sabadão.