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Investimentos em energia solar no Brasil ultrapassam R$ 300 bilhões

Setor representa 25,3% da matriz elétrica brasileira e gerou mais de 2 milhões de empregos na última década.

Da Redação
01/05/26 às 19h22
Imagem: Arquivo

Os investimentos acumulados em energia solar no Brasil superaram a marca de R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria, como os instalados em telhados e pequenos terrenos. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e foram divulgados nesta sexta-feira (1º).

Apesar do avanço histórico, o setor enfrenta um cenário recente de desaceleração, com queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano. Entre os principais fatores estão os cortes na geração de usinas renováveis que produzem energia excedente, sem compensação financeira aos empreendedores, e as dificuldades de conexão para pequenos sistemas, relacionadas à capacidade das redes elétricas.

Principais números do setor

De acordo com a Absolar, a energia solar representa atualmente 25,3% da matriz elétrica brasileira, sendo a segunda maior fonte do país. Em capacidade instalada, o setor soma 68,6 gigawatts (GW) em operação. Os empregos gerados na última década ultrapassam 2 milhões, e a arrecadação pública com a fonte solar chega a R$ 95,9 bilhões.

Desaceleração em 2025

O crescimento ocorre mesmo diante de uma retração significativa em 2025. Segundo o levantamento, a potência adicionada à matriz energética caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte.

Presença nacional

A energia solar está presente em todo o território nacional, com usinas de grande porte em diversas regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil municípios.

No ranking da geração centralizada (grandes usinas), Minas Gerais lidera com 8,6 GW, seguido pela Bahia (2,9 GW) e pelo Piauí (2,4 GW). Na geração distribuída (pequenas usinas e telhados), São Paulo aparece na frente com 6,5 GW, seguido por Minas Gerais (5,8 GW) e Paraná (4,2 GW).

Entraves e propostas do setor

Na avaliação da Absolar, os entraves recentes limitaram o potencial de crescimento do setor, resultando em fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de empregos. A presidente eleita do conselho da entidade para o período 2026–2030, Barbara Rubim, afirma que a prioridade será promover uma expansão sustentável da fonte solar, com foco em melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de energia e incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e hidrogênio verde.

Entre os principais pontos defendidos pela entidade, está a regulamentação do armazenamento de energia elétrica pelo Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). A associação defende que as medidas podem ser feitas de forma infralegal, por meio de decretos presidenciais ou portarias de ministérios, sem a necessidade de aprovação de projetos de lei no Congresso.

Fundada em 2013, a Absolar reúne empresas e instituições de toda a cadeia da energia fotovoltaica e atua na articulação do setor em prol da transição energética no Brasil.

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